Alunos da USP inventam carro de uso compartilhado que pode aumentar de 3 para 5 assentos

Um dos grandes problemas observados no trânsito de São Paulo, e das grandes metrópoles, sempre foi o fato de que um carro ocupa o espaço que ocupa para, na maioria das vezes, carregar uma única pessoa em seu deslocamento. A ideia é óbvia, se mais pessoas estivessem compartilhando o espaço interno de um carro, menos carros estariam nas ruas. Mas e se, em alguns casos, fosse inevitável sair com aquele carrão sozinho e você, ao invés de tomar um grande espaço nas ruas, pudesse deixá-lo mais compacto para a necessidade do momento? Ou ainda expandi-lo quando desse carona? Pois é isso que os alunos da Escola Politécnica (Poli) da USP propuseram com a construção de um veículo reconfigurável e de uso compartilhado para a cidade de São Paulo.

Trata-se do projeto Opal é um modelo hatch, de duas portas, que amplia a capacidade de passageiros, de três para cinco assentos (e, portanto, as dimensões do veículo), quando o usuário desejar — a expansão da carenagem é feita por meio de atuadores eletrônicos. Tal condição contribui com o uso compartilhado e a atender usuários de diferentes demandas no trânsito.

“A reconfiguração, ainda uma novidade, consiste em adequar o automóvel para mais de uma aplicação, como, por exemplo, transformando-o veículo de passageiros em veículo de carga. Esse é um modo de atender demandas específicas e variadas, usando a mesma frota”, explica o professor Marcelo Alves, do Centro de Engenharia Automotiva da Poli.

A inspiração do projeto compartilhado veio também do que já acontece em São Paulo com o uso das bicicletas laranjas do Projeto Bike Sampa, que podem ser retiradas por qualquer cidadão em um ponto da cidade e entregue em outro.

Em termos de tecnologia, a reconfiguração acontece pois os atuadores eletrônicos forçam o módulo de expansão de forma a aumentar o tamanho do veículo no sentido do comprimento, possibilitando a expansão do espaço interno para cargas e pessoas. A sustentação e integridade do módulo em movimento é garantida por mecanismos similares aos usados em trilhos de montanha russa. De 3,3 metros (m) retraído, o veículo passa a ter aproximadamente 4 m de comprimento com sua expansão. Além disso, possui altura de 1,7 m e 2,1 m de largura.

Antes da concepção do projeto, os alunos das faculdades ouviram cerca de 500 pessoas sobre o uso de seus veículos na cidade entre os meses de outubro e novembro de 2014.

“Desse total, 77,1% responderam que usam o carro sozinho ou com mais uma pessoa, 62,3% vão de carro para o trabalho, e 76% mudam suas necessidades de uso do carro no decorrer da semana”, destaca Erich Sato, aluno do 4º ano do curso de Engenharia de Mecatrônica da Poli e líder da equipe responsável pelo projeto. “A condição de veículo reconfigurável foi bem aceita pelos jovens”, completa.

Agora a próxima etapa do projeto é colocar em prática o modelo de negócios criado pelos alunos para tornar viável a implantação do Opal nas ruas da cidade, exatamente por meio de modelos de compartilhamento, tanto por pessoa física, quanto para complementar a frota de empresas.

Fantástico!!!!

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Fonte foto: usp.br/agen