Brasileiros transformam esgoto e resíduos agroindustriais em eletricidade

Brasileiros transformam esgoto e resíduos agroindustriais em eletricidade

Cientistas da USP desenvolveram protótipos de baterias biológicas (biobaterias) que transformam resíduos sanitários em eletricidade.

Os biorreatores são chamados de Células a Combustível Microbianas (CCM) e são capazes de gerar energia elétrica a partir da água com resíduos urbanos e agroindustriais, uma excelente alternativa tanto para o setor de energia quanto para o de saneamento.

O Grupo de Pesquisa Água, Saneamento e Sustentabilidade da USP (GEPASS) mantém seis unidades de CCM com capacidade para gerar 48 Watts de potência por metro cúbico de água.

Juntamente com o Grupo de Pós Graduação em Sustentabilidade da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH), o grupo vem trabalhando em melhorias para otimizar os protótipos, tornando-os mais eficientes e capazes de gerar maior densidade de energia.

Como funciona

Uma CCM é composta por duas câmaras, onde ocorre o tratamento de bactérias que formam uma espécie de biofilme sobre o material condutivo, os quais se alimentam dos poluentes presentes na água. As bactérias eletrogênicas geram uma corrente elétrica que é transferida para o material condutivo através do biofilme.

A corrente elétrica gerada é coletada e migra por um fio condutor para a segunda câmara, que gera uma reação química. Essa corrente elétrica percorre o fio condutor de uma câmara a outra e é utilizada para alimentar baterias e dispositivos eletrônicos. Quanto melhor a condição das bactérias (alta temperatura), maior é a atividade delas.

De acordo com informações do Jornal da USP, os pesquisadores estão trabalhando para otimizar os processos das CCMs. Dentre as melhorias estão a automatização do sistema, a identificação e o uso de materiais para a construção das câmaras que compõem a CCM.

O intuito dos pesquisadores é fazer com que as CCMs saiam dos laboratórios e passem a funcionar nas estações de tratamento de esgotos urbanos, em usinas de produção de álcool e nas estações de tratamento de efluentes industriais, contribuindo de forma sustentável com os sistemas sanitários e de energia.

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