Paris: a “cidade de 15 minutos” onde tudo está ao alcance dos seus pés

Paris: a “cidade de 15 minutos” onde tudo está ao alcance dos seus pés

Paris é conhecida por ser uma das cidades mais bonitas e interessantes do mundo. Para além de todo esse simbolismo, a Cidade Luz tem sido transformada em uma cidade sustentável graças às políticas públicas da prefeita Anne Hidalgo, do Partido Socialista.

A nova ação da prefeita é transformar a capital francesa em uma “cidade de 15 minutos”, isto é, uma cidade na qual seus habitantes possam realizar todas as suas atividades e dispor de serviços básicos em um raio de distância de 15 minutos a pé do local onde mora, informa o site Mobilize.

Cidade sustentável

O planejamento urbano é uma estratégia da atual prefeita desde o seu primeiro mandato. Hidalgo já implantou a limitação da circulação de carros, a ampliação de ciclovias e a abertura de mais ruas para pedestres. Em sua campanha à reeleição em 2020, ela apresentou a proposta do professor da Sorbonne Carlos Moreno, que defende o conceito da “cidade de 15 minutos”, cuja necessidade ficou mais evidente com a pandemia.

Além dessa estratégia de mobilidade ativa, o plano da prefeitura de Paris consiste, ainda, em:

  • criar uma força policial desarmada de 5.000 pessoas;
  • plantar mais árvores;
  • atribuir multas pesadas para quem jogar lixo na rua;
  • continuar a promover a circulação de pedestres;
  • levar ciclovias para todas as ruas da cidade nos próximos três anos;
  • excluir 60 mil vagas de estacionamento para veículos.

A proposta basicamente trata de uma cidade que oferece acessibilidade a serviços relevantes para o cotidiano, como trabalhar, estudar, participar de atividades culturais e de lazer em apenas 15 minutos caminhando ou de bicicleta.

Batizada de “ville de quart d’heure” (“cidade de um quarto de hora”, ou seja, de 15 minutos), a iniciativa vai tornar os arrondissements parisienses mais eficientes e sustentáveis.

Cidades do futuro

Outras cidades já implantaram modelo similar, como Ottawa (Canadá), Detroit (Estados Unidos) e Barcelona (Espanha) para promover a “hiperproximidade” de equipamentos culturais, empregos, serviços governamentais, parques públicos e comércio.

A estratégia evita o uso de transportes poluentes, economiza tempo e cria laços de pertencimento comunitário. O conceito de “cidade de 15 minutos” é inspirado na obra “Morte e vida das grandes cidades”, da escritora e ativista canadense Jane Jacobs, que vê os bairros como conectores sociais.

A proposta está se expandindo pelo globo ao constar na agenda do Grupo C40 de Grandes Cidades, que é uma frente internacional de combate às mudanças climáticas da qual fazem parte Londres e, aqui no Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador e Curitiba.

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