Quem está na boiada de Salles? #NomeAosBois

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quer passar a boiada. Quem faz parte dessa boiada que conta com o apoio do governo federal para destruir o meio ambiente brasileiro?

Salles declarou, em um vídeo de uma reunião ministerial de 22 de abril, que:

“Precisa haver um esforço nosso aqui, enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”.

Em um claro desrespeito às vítimas da Covid-19 no Brasil e ao meio ambiente, Salles quer acelerar os processos que facilitam aos interesses privados o desmonte do regramento ambiental no país. Para o ministro e o governo, este momento de fragilidade trata-se de uma oportunidade de negócio.

Para reagir à fala de Salles, várias organizações ambientais, como Observatório do Clima, Greenpeace e ClimaInfo, lançaram pelas redes sociais a campanha #NomeAosBois, a fim de revelar quais são as empresas que apoiam a gestão da pasta ambiental, mesmo após as declarações de Salles, informa o Brasil de Fato.

Algumas empresas já chegaram a se pronunciar para informar que não estariam apoiando o ministro. Entre as marcas que fazem parte da boiada de Salles estão: Sadia, Friboi, Quali, Batavo, Seara, entre outras.

Como consumidores, devemos estar atentos aos valores éticos e sociais das empresas, afinal, somos nós, através do que consumimos, que damos o tom daquilo que esperamos dos produtos que adquirimos.

Se você não concorda com as propostas do governo federal para o meio ambiente, não o apoie. Uma das formas de fazer isso é deixando de consumir produtos de empresas “parceiras” do governo, como as listadas acima. Existem outras marcas que oferecem produtos de qualidade e alinhadas a valores mais justos, as quais devemos devemos levar em conta quando vamos fazer as nossas compras.

Isso vale para todos os tipos de produtos que compramos. Devemos exigir das empresas valores justos, assim como nós também devemos praticar a nossa responsabilidade como consumidores.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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