Greenpeace aponta 3 gigantes frigoríficos brasileiros ligados ao desmatamento da Amazônia

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Parece que a JBS continua envolvida em mais escândalos… Um relatório do Greenpeace apontou que ela e mais duas “gigantes da carne” não estão cumprindo o acordo feito com relação à preservação da Amazônia, pois estão comprando bovinos de regiões que deveriam ser preservadas.

O relatório em questão indica que as empresas JBS, Margrif e Minerva estão comprando bovinos de fazendas que desmatam reservas amazônicas. Essas empresas vêm sendo alvos de investigação e precisam comprovar a origem dos bovinos, mas pelo jeito quebraram o compromisso feito com o Greenpeace e com os promotores em 2009.

Segundo informações do The Guardian, os bovinos comprados pelos três frigoríficos são vendidos por fornecedores do parque Sierra Ricardo Franco. Essa é uma região que deveria ser protegida pelo estado, mas isso não aconteceu de fato.

Instalação de fazendas e desmatamento

Dentro de Sierra Ricardo Franco existem três fazendas: Paredão I, Paredão II e Cachoeira, as quais foram instaladas após a criação do parque. Todos sabem que, para a instalação dessas fazendas, é necessário desmatar uma grande área para a criação de gados. Sendo assim, milhares de hectares de florestas foram desmatados ilegalmente.

O mais intrigante é que uma duas dessas fazendas tem como proprietário um homem chamado Marcos Tozzatti que, embora tenha sido acusado de vários crimes ambientais e receber ordens para interromper as atividades agrícolas, mesmo assim conseguiu dobrar o tamanho do seu rebanho. Talvez isso tenha acontecido pelo fato do ex-ministro Eliseu Padilha ser sócio dele e também proprietário de algumas dessas fazendas.

Na verdade, Tozzatti e outros agricultores da região contestaram a proteção do parque e conseguiram uma liminar que lhes permitia continuar com as atividades. Porém, os promotores do estado estão recorrendo dessa decisão, alegando que qualquer desmatamento na Amazônia é ilegal.

Os números do relatório do Greenpeace mostram que a JBS e a Minerva exportaram 50.000 toneladas de carne para o Reino Unido e demais países europeus. Já a Marfrig exportou em torno de 5.000 toneladas para Hong Kong e Egito.

Essas “gigantes da carne” tentam se defender dizendo que investem em sistemas de monitoramento para controlar o fornecimento dos bovinos, mas ao mesmo tempo alegam que não é possível monitorar 100% deles.

A matéria ressaltou que a Marfrig disse ter 53% de seu gado vindos de fornecedores indiretos, enquanto que a JBS não quis informar sua participação. Ao passo que a Minerva alegou não saber que o gado comprado da Amazônia era de fornecedores indiretos, mas disse que vai investigar os fatos com base nesses dados.

A única maneira de não compactuar com tudo disso, independentemente da culpa ou não dos frigoríficos, é diminuir ou cortar de vez o consumo de carne pois, este é um dos fatores de maior emissão de CO2 na atmosfera, e de outros problemas ambientais por consequência.

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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