Biodegradável e não-biodegradável: qual a diferença?

Biodegradável e não-biodegradável

Muito se fala sobre a reciclagem, o tempo que itens demoram para se decompor naturalmente e afirma-se que o biodegradável é o melhor, pois impacta menos negativamente o meio ambiente. Entretanto, o que seria, de fato, a diferença entre algo biodegradável e o não-biodegradável? É o que veremos a seguir.

Biodegradável x não-biodegradável

Uma das mais claras diferenças entre tais termos é a seguinte: ao ser descartado, um elemento biodegradável se degrada, ou seja, se decompõe de forma natural e até benéfica à natureza. Já um item não-biodegradável não propicia qualquer benefício ao ambiente e aumenta o perigo do volume de resíduos presentes na superfície do planeta.

Por que devo conhecer a diferença?

Saber se um produto é biodegradável ou não-biodegradável vale muito a pena pelo fato de que, o consumidor poderá, de posse dessas informações, fazer opções de consumo mais conscientes, priorizando justamente os produtos que estejam de acordo com o bem-estar do planeta.

Biodegradável

Trata-se de um nome dado a materiais de decomposição natural, que ocorre com apoio de bactérias e de fungos. Isso é possível porque – segundo estudos da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization (CSIRO) – os materiais, a partir dos quais são feitos os biodegradáveis, são renováveis. Isso quer dizer que são facilmente substituíveis e podem ser reutilizados com tranquilidade, minimizando impactos.

Basicamente, biodegradável é tudo o que é elaborado a partir de plantas e animais. Papel, por exemplo, é biodegradável e renovável, por ser feito da árvore. Além disso, pode ser totalmente reciclado. É renovável porque, ao se derrubar uma árvore para fazer o material, pode-se plantar uma nova. O termo depende porém do tempo usado para produção e plantação da obra prima - árvore. Além disso também se deve considerar os métodos de fabricação do papel, os elementos químicos e poluentes usado para deixar o papel branco, por exemplo.

Atualmente, há polímeros e plásticos que começam a ser feitos a partir de plantas diversas, para que se tornem sustentáveis ambiental e economicamente.

Decomposição rápida de biodegradáveis: uma meia-verdade

Muito embora creia-se que todo material que se decomponha de maneira natural seja pouco – ou nada – nocivo ao meio ambiente essa não é a verdade. O que ocorre é que mesmo biodegradáveis podem demorar grandes períodos para ser reabsorvidos pela natureza.

Uma casca de banana se decompõe em três anos. Até mesmo os plásticos biodegradáveis, só se decompõem se forem respeitadas características como temperatura do ambiente e microrganismos. Outro ponto negativo desses ditos biodegradáveis é que, no processo de sua degradação, emitem gases altamente poluentes e impactantes à camada de Ozônio.

Não-biodegradável

Tudo que for não-biodegradável não consegue ser decomposto de maneira natural. Então, não é capaz de ‘desaparecer’ de forma tradicional. São justamente os itens que irão se acumular em aterros sanitários.

Sua formulação é artificial e sintética, caso de plásticos comuns – à base de petróleo ou óleo – latas, resíduos da indústria e garrafas de vidro.

Não há qualquer vantagem ambiental em elementos não-biodegradáveis. Inclusive, pelo fato de não serem absorvidos pela natureza, ocorrem terríveis situações como os plásticos nos oceanos, que, devido a correntes marítimas chegam a vagar pelo planeta inteiro. Muitos animais aquáticos morrem ao ingerir tais materiais.

Para ser eliminados ou devem ser incinerados – menos indicado, pois é poluente – ou então, em alguns casos apenas, reciclados.

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