O que já era assustador ficou pior: desmatamento na Amazônia aumentou 278% em julho

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O aumento de 88% do desmatamento na Amazônia em junho, em comparação ao mesmo período do ano passado, já era um número impressionante. Mas o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) não só os dados do mês passado, como também a série anual. O cenário é aterrador: a devastação cresceu 278% em julho e o aumento acumulado em um ano é de 50%.

Os dados foram gerados pelo Deter – sistema de monitoramento por satélite, colocado em dúvida nas últimas semanas por Jair Bolsonaro e os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, gera alertas em tempo real das áreas desmatadas e serve para orientar as ações de fiscalização do Ibama.

Julho 2019: o pior mês da série histórica

Concluída a série anual – que considera as medições de agosto a julho do ano seguinte –, o balanço é que julho de 2019 foi o pior mês da série histórica, com 2.254 quilômetros quadrados de alertas. O número representa mais que o dobro de alertas do pior mês da série até então, agosto de 2016, quando o sistema detectou 1.025 km2 de alertas.

Segundo dados do MapBiomas Alerta, 95% do desmatamento da Amazônia é ilegal. No entanto, o governo vêm demonstrando complacência em relação à atividade e as declarações de Bolsonaro sobre “meter a foice no Ibama” representaram, na prática, uma redução de 70% das fiscalizações do órgão na Amazônia, conforme informou o Observatório do Clima.

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