P&G cede à pressão pública e muda em nome da preservação

P&G muda em nome da preservação

Vitória da sustentabilidade: a Procter and Gamble – ou P&G – cedeu às pressões de ONGs pró-ecologia e aos abaixo-assinados de circulação mundial – com mais de 400 mil assinaturas – e 500 mil emails enviados para as caixas de mensagem da empresa, com um objetivo comum: o de exigir que a empresa modifique sua produção, tornando-a menos predatória ao meio ambiente.

O compromisso dessa gigante do mercado, inclui o rastreio completo de sua cadeia produtiva, com a finalidade de excluir o óleo de palma e seus derivados, que vinham destruindo florestas em diversas partes do mundo, sobretudo na Indonésia. Além disso, retirarão completamente o óleo de palma como matéria-prima de seus produtos no prazo de 6 anos.

Contudo, engana-se quem pensa que tudo está resolvido. É necessário que, não apenas 400 mil pessoas que assinaram o documento com o pedido à empresa façam pressão, mas sim de ações efetivas em prol de proteção de espécies animais, tais como o orangotango e o tigre de Sumatra. Há fortes indícios de que a P&G esteja também envolvida nesses crimes ambientais, mesmo porque, fornecedores da P&G, como Musim Mas e KLK, se valem da extração do óleo de palma; portanto, o crime só mudaria de autoria.

Assim, como o prazo estipulado só se encerra no ano de 2020, há uma janela que propicia o desmatamento por mais 6 anos. É preciso ainda que seja colocado um ponto final nesse processo.

O dado mais positivo é o de que a P&G é mais uma a seguir o caminho de marcas famosas, em nível mundial, tais como a Nestlé, L’Oreal, Colgate-Palmolive, Unilever, que também eliminaram, ou estão em vias de acabar, com o uso de óleo de palma em seus produtos.

Fonte foto: Greenpeace.org