Como as Pessoas Agem Quando são Guiadas pela Intuição


A intuição é uma capacidade que está além do intelecto e da razão. Em um mundo baseado no materialismo, o ser humano aos poucos foi atrofiando essa faculdade por conta de sua identificação com o uso exagerado do raciocínio e da mente intelectual.

O terceiro olho: intuição

O terceiro olho: intuição

É difícil definir com palavras como se expressa a faculdade da intuição, mas para se ter uma ideia, quando essa capacidade age, pode-se dizer que é uma certeza, “um saber sem saber”, baseado no que está além dos cinco sentidos. É uma sensação que avisa o que fazer sem precisar raciocinar e pensar sobre isso, uma resposta que vem através do silêncio e que não precisa de palavras para ser entendida. Mesmo nesse estado em que ficamos mais presos ao pensamento e ao raciocínio lógico, existem momentos em que podemos ter a experiência da intuição. Estes momentos favorecem a expressão dessa faculdade em nós.

Momentos de quietude, contemplação, solitude, calma e contato com a natureza, por exemplo, são alimentos que fortalecem nossa capacidade intuitiva. A intuição é uma força, uma lucidez, um discernimento espontâneo que se expressa através do coração. Sua linguagem é o sentimento.

A capacidade intuitiva é muito utilizada e forte em filósofos, psicólogos, poetas, pintores e artistas em geral, que criam e fundamentam seus trabalhos e suas obras através do processo intuitivo.

A intuição não pode ser compreendida profundamente pela ciência oficial, pois é algo que está além do entendimento intelectual. O poder da intuição pode salvar vidas em várias circunstâncias e situações, pois é uma decisão que vem como um raio e independe de conjecturas intelectuais.

A respeito da intuição, Ivy Estabrooke, pesquisadora que atua na área naval, enfatizou a sua importância em uma publicação do jornal New York Times em 2012. Em síntese, ela disse:

“Há evidências de que o uso da intuição, combinada com a pesquisa científica, contribui para que os homens interajam com o meio ambiente e tomem as decisões necessárias”.

Para aumentar a compreensão sobre como se manifesta a intuição em nós, seguem dez exemplos de como pessoas movidas por essa faculdade agem:

Ficam atentas à VOZ INTERIOR

Pessoas intuitivas se mantêm conectadas com suas percepções e sensações, procurando combinar o uso da razão com o da intuição. Francis Cholle, autor de The Intuitive Compass, diz que a intuição é a ponte entre o instinto e o raciocínio.

Solidão combina com intuição

Pessoas intuitivas buscam momentos de quietude e solitude para fortalecer sua percepção. O tempo a sós permite o acesso à sabedoria interior, uma conexão essencial com a Força do Invisível que habita em cada um de nós.

A intuição nos torna criativos

Pessoas criativas são movidas pela intuição, que atua em harmonia com a inspiração e a imaginação. Essa força impulsiona o potencial inventivo, revelando o que pode ser concebido e, finalmente, materializado por nós.

Meditação e Intuição

Indivíduos intuitivos mantêm maior consciência sobre si mesmos. Uma forma eficaz de cultivar o autoconhecimento é a meditação, que abre espaço para que a percepção aflore. Através dessa prática, o ruído mental cessa, permitindo que a intuição guie decisões diárias com mais clareza. De acordo com um estudo de 2003 publicado na Perspectives on Psychological Science, a meditação desenvolve a consciência plena, ajudando-nos a processar a experiência atual de forma não julgadora — ou seja, intuitiva.

Intuitivos são observadores e contemplativos

Para pessoas intuitivas, cada detalhe é fundamental na compreensão da realidade. Elas observam tudo com atenção, vivendo o momento presente e valorizando a existência. Ao contemplarem os elementos e a diversidade da vida, tornam-se profundamente perceptivas a coincidências e sincronicidades, que são prontamente decifradas através do sentir.

Intuitivos entendem o que o corpo fala

Aqueles que se guiam pela intuição dialogam constantemente com o próprio corpo. Eles decifram a linguagem somática, pois a percepção intuitiva utiliza instintos e sensações físicas como meio de comunicação. Sinais como tremores, taquicardia ou desconfortos gástricos não são ignorados; são compreendidos como alertas imediatos de que algo requer atenção, mesmo quando a mente lógica ainda não consegue explicar o motivo.

A capacidade intuitiva nos confere sensibilidade e vice-versa

Pessoas intuitivas possuem uma sensibilidade aguçada e inteligência emocional elevada, o que lhes confere uma forte capacidade empática para decifrar sentimentos e pensamentos ocultos. Essa conexão se estende até a seres de outras espécies, permitindo uma comunicação que transcende as palavras e se baseia puramente na compaixão. Na revista Psychology Today, essa habilidade é definida como a capacidade de compreender o outro através das emoções e da linguagem corporal.

Os intuitivos prestam atenção aos seus sonhos

A linguagem onírica e a intuição atuam em conjunto, acessando o campo do inconsciente. Os sonhos funcionam como um canal para a percepção intuitiva, onde arquétipos e símbolos são revelados e decifrados. Estar atento a essas mensagens noturnas oferece informações valiosas sobre processos internos e orientações que a intuição busca manifestar na vida desperta.

Seres intuitivos são amantes da calma e da paz

A capacidade intuitiva se esvai quando nos entregamos ao ritmo frenético, às distrações tecnológicas e ao estresse. Para fortalecê-la, é essencial cultivar a paz interior através de momentos de solitude e descanso, preferencialmente em meio à natureza. Quando estamos imersos na mecânica acelerada do cotidiano, tornamo-nos ocupados demais para perceber e desenvolver nossa própria voz interna.

Intuitivos evitam negatividade

Emoções densas como raiva, medo e mágoa bloqueiam a recepção intuitiva. Quando estamos amedrontados ou ansiosos, a mente nos domina com preocupações e nos desconectamos de nossa percepção mais profunda. Um estudo de 2013 na Psychological Science revelou que o bom humor e a positividade favorecem a clareza. Embora intuitivos também sintam irritação, eles buscam se libertar rapidamente desses estados negativos para manter a lucidez necessária ao sentir.

Fica evidente o papel vital da intuição em nossa existência. As mães exemplificam essa força com perfeição: movidas por um amor profundo, são guiadas por percepções instantâneas que as orientam no cuidado com seus filhos. Nesse sentido, a intuição revela sua verdadeira essência: ela é a linguagem do Amor.

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Deise Aur

Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos Fala e escreve para greenMe desde 2017.


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