O Medo em Nós → Como enfrentar este problema?

O medo te paralisa? Você tem algum trauma ou bloqueio? Quer deixar de ser movido pelo medo? Este conteúdo vem de encontro com estas questões! Esperamos que ele possa colaborar para que o medo deixe de ser algo prejudicial em nossas vidas!

O medo, em nós, tem o papel e a função de ativar nossas defesas de preservação, em situações de perigo e risco para a nossa integridade.

Essa emoção, com a evolução do tempo e a complexidade da existência, tem se tornado motivo de preocupação para o bem-estar, equilíbrio e saúde do ser humano que, cada vez mais, tem dificuldade de encarar e de lidar com essa emoção, criando um padrão e uma realidade de negatividade em sua vida.

Em menor ou maior escala, o medo tem influenciado, de forma prejudicial, nossa existência, gerando síndromes, fugas, ansiedades, resistências, neurose, estresse e psicopatias.

Somado a tudo isso, essa emoção humana se ramifica em nossa psique, de várias formas, como por exemplo:

  • medo da rejeição,
  • da morte,
  • de ser humilhado,
  • do fracasso,
  • de falar em público,
  • de doenças,
  • da violência,
  • do engano,
  • da pobreza,
  • de perseguição,
  • da fome,
  • de guerras,
  • do sofrimento
  • e tantos outros medos, pois motivos não faltam para isso.

No mundo contemporâneo, no qual vivemos, muitas razões existem para vivermos com medo e inclusive essa emoção é utilizada, de forma tendenciosa pelos meios de comunicação, marketing e publicidade, para ter audiência e vender produtos como:

  • seguros,
  • investimentos,
  • proteção residencial,
  • assistência médica,
  • produtos farmacêuticos e outros.

DIANTE DE TUDO ISSO, COMO LIDAR COM O MEDO E COMPREENDER SUA MANIFESTAÇÃO EM NÓS?

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Uma atitude que se faz essencial e necessária é nos auto-observar para perceber a expressão do medo em nós, e, até que ponto está dentro de um padrão instintivo natural ou já virou um desequilíbrio ou tensão emocional, uma psicopatia ou distúrbio psicológico.

É importante não julgar a manifestação do medo, mas sim compreendê-la, aceitando e colocando atenção em cada expressão, através de nossas reações, preocupações e temores em nosso diário viver.

Vivendo em auto-observação, ou seja, nos dividirmos em observador e observado, prestando atenção em nossos pensamentos, sentimentos, emoções e ações, podemos detectar como surge e age o medo em nós e o padrão de comportamento que gera em nosso modo de vida.

A auto-observação permite que vivamos o presente com mais atenção e consciência ajudando à reconhecer nosso processos interiores.

Através da auto-observação nos tornamos investigadores de nós mesmos, descobrimos como o medo influencia nossas ações e relações, enfim, o que desencadeia em nosso cotidiano.

É importante ficarmos isentos da culpa ou vergonha, quando nos dermos conta de quanto fomos ou somos movidos pelo medo, a ponto de se tornar uma paranoia ou neura em nossa vida.

Quando fazemos esse reconhecimento, passamos a ver o medo com mais lucidez, enxergamos essa sombra, que nos habita e que se manifesta através dessa emoção.

Colocando luz sobre o medo, sua força vai se dissipando, pois passamos à agir com mais consciência.

O medo rege nossa vida, de forma automática, quando estamos inconscientes.

Quando agimos de forma inconsciente, o medo paralisa nosso crescimento e nos leva à viver, de maneira automatizada.

O medo se transforma em um aspecto negativo em nós, quando passa a comandar as nossas escolhas, fazendo com que deixemos de encarar desafios e avançar, acabamos por estagnar nosso progresso individual e viver novas experiências.

As causas do medo como distúrbio psicológico, surgem de traumas ou bloqueios que foram desencadeados como resposta resultante de nossa reação inconsciente e instintiva, diante de experiências difíceis, sofridas ou de condições repressivas ou violentas.

As situações traumáticas ou que se processaram, de forma dolorosa, vão se processar em nosso inconsciente que, por sua vez, dominará nossa mente e nela produzirá várias crenças que justifiquem esses traumas ou bloqueios, se tornando um círculo vicioso.

Essas crenças atrairão recorrências semelhantes às causas que originaram o medo patológico, justificando, ainda mais o motivo de sua existência com a repetição de situações que se assemelham ao fato que desencadeou o trauma ou medo inconsciente. Até um pequeno susto na infância, por ter sido absorvido pela criança amedrontada, de forma inconsciente e vir à se tornar um trauma na vida adulta.

Como resultado desse padrão, nossas experiências vão se tornando, cada vez mais, fundamentadas em limitação, resistência, isolamento, frustração, insatisfação, entropia, escassez, e, até, terror.

O medo quando nos domina, se expressa e se justifica através de nosso ego, assumindo o controle, criando situações que justifiquem a sua existência, tornando-se, praticamente nossa identidade.

A timidez, a depressão, o pânico, a ansiedade, a dificuldade de se relacionar com os outros, as fobias em geral, e as várias neuroses, são alguns dos efeitos colaterais do medo exacerbado em nós.

A FORÇA DO MEDO EM NÓS, NOS TORNA FRACOS!

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Em casos mais extremos, ficamos com medo de tudo e quando perdemos o controle vêm as doenças psicossomáticas e as patologias psicológicas, exigindo, até, tratamento médico e acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

É fundamental lidar com o medo, sem nos sentirmos diminuídos ou anormais.

Vivemos em meio à complexidade, é compreensível sentir medo e é uma função de nosso centro instintivo, como um mecanismo de defesa e proteção, bem usado nos torna prudentes, diante dos desafios da existência.

Através desses aspectos apontados neste conteúdo, ampliamos nossa compreensão sobre o medo e com essa percepção poderemos desenvolver o autoconhecimento e agir com mais consciência, percebendo se nossas as escolhas estão sendo feitas e pautadas com base no medo!.

Sabendo como o medo nos influencia, faremos escolhas mais conscientes e deixaremos de alimentar crenças e traumas que nos paralisam diante da vida.

Agir com mais consciência é uma atitude amorosa para com nós mesmos, e, também, para com os outros, pois, passamos à nos relacionar melhor com tudo e com todos à nossa volta!

E para completar a abordagem desse tema, confiram este vídeo que complementa e reforça o que foi dito neste conteúdo:

Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.