Mutismo seletivo: o transtorno psicológico diagnosticado em Greta Thunberg

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A jovem ativista sueca Greta Thunberg ganhou a atenção do mundo por seus protestos contra as mudanças climáticas. No entanto, quem a vê falando para uma multidão de pessoas e tendo atitudes tão corajosas, nem imagina que ela foi diagnosticada com mutismo seletivo, síndrome de Asperger, TDHA e transtorno obsessivo-compulsivo. Dá para imaginar? Não sabe do que se trata? Vamos explicar nesse artigo.

Quem é Greta Thunberg?

Greta ErnmanThunberg nasceu na Suécia em 3 de janeiro de 2003, é filha da cantora de ópera Malena Ernman e do ator Svante Thunberg. Aos 15 anos de idade, Greta ficou conhecida por realizar protestos na porta do Parlamento da Suécia, contra as mudanças climáticas e também por ganhar vários prêmios relacionados ao clima, ao ambiente e à sustentabilidade.

Devido às ondas de calor e incêndios ocorridos na Suécia em 2018, Greta decidiu que não ia para a escola. Ao invés disso, ela ia todos os dias para a porta do Parlamento da Suécia com um cartaz onde estava escrito Skolstrejk för klimatet, que significa “greve na escola pelo clima”. O objetivo dela era fazer com que o governo da Suécia reduzisse as emissões de carbono, seguindo o Acordo de Paris.

O protesto durou de agosto a setembro de 2018, quando ocorreram as eleições. Depois disso, Greta passou a não ir à escola apenas às sextas-feiras, para continuar protestando. Essa atitude ficou conhecida e foi aderida também por outros países, os quais usavam a hashtag #FridaysforFuture, nas redes sociais.

A coragem e a determinação da jovem menina de apenas 15 anos, rendeu a ela vários prêmios, dentre eles o Prêmio da Liberdade da Normandia, no norte da França e um troféu de 25 mil euros por sua iniciativa.

Apesar de toda a popularidade que Greta conquistou, ela foi diagnosticada com a síndrome de Asperger, transtorno obsessivo-compulsivo, TDHA e mutismo seletivo, que são transtornos relacionados a problemas de comunicação, transtornos de ansiedade, depressão e timidez excessiva.

O que é mutismo seletivo?

Mutismo seletivo ou eletivo é um transtorno psicológico caracterizado pelo fato da pessoa se recusar a falar em algumas situações. Esse transtorno é comum em pessoas tímidas, introvertidas e ansiosas, manifestando-se principalmente em crianças que conseguem falar apenas com um dos pais ou com poucas pessoas da família. Não é ela que escolhe com quem quer falar ou não, mas sim uma espécie de “trava” que acontece no cérebro e isso ocorre também com pessoas fora do convívio familiar como: professores, médicos e conhecidos.

Pessoas com fobia social também são diagnosticadas com mutismo seletivo, pois elas são capazes de compreender e falar em algumas situações, mas em outras não, principalmente quando envolve atividades em grupo. Trata-se de um tipo extremo de timidez, porém com intensidade e duração variadas.

Causas

O mutismo seletivo é causado por níveis elevados de ansiedade, predisposição genética, agravados por problemas como:

  • Tartamudez
  • Dificuldade auditiva
  • Transtorno de aprendizagem
  • Transtorno de adaptação ou separação
  • Síndrome de Asperger
  • Autismo
  • Depressão
  • Trauma psicológico.

Como consequência, a pessoa com mutismo seletivo acaba tendo problemas de aprendizagem, comunicação, desenvolvimento, relacionamento e expressão. Por isso, é importante que os pais estejam atentos para que esse transtorno não seja confundido com uma simples timidez.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico deve ser feito na infância, logo nos primeiros anos da criança na escola, o que varia de 3 a 6 anos, desconsiderando o primeiro mês em que ela está conhecendo e se habituando às novidades e às pessoas.

Diagnosticado o problema, a criança deve ser encaminhada para um psicólogo ou psiquiatra que irá recomendar o tratamento mais adequado, o qual normalmente pode ser uma simples terapia ou a administração de alguns remédios, caso venha acompanhado de transtornos mais agudos como ansiedade e depressão.

Se for tratado corretamente, os sintomas podem ser amenizados e desaparecer em poucos meses, mas se for deixado de lado, o problema poderá persistir por toda a infância e agravar na fase adulta, influenciando o comportamento social, propiciando a geração dos demais transtornos citados anteriormente. 

Felizmente não foi isso o que aconteceu com a jovem Greta Thunberg, protagonista do nosso artigo. Em um de seus vídeos que publicamos em um outro artigo nosso, Greta explica como superou o problema e agora consegue falar abertamente ao público, chamando a atenção para um problema tão grave quanto à questão climática. E, se observarmos, ela fala tudo o que precisa de uma forma sucinta e segura de si, algo inimaginável para pessoas com esse ou qualquer outro tipo de transtorno.

Em uma de suas falas, Greta não só mostra que superou o problema, como também nos chama para a ação:

“Como estudantes de escolas e universidades, devemos nos mobilizar para aumentar a conscientização da opinião pública, mas também para mudar a forma como vivemos individualmente, adotando um estilo de vida responsável que proteja o meio ambiente e tomando medidas concretas a esse respeito […] Não podemos mais viver às custas do nosso planeta, temos apenas 11 anos para reverter o caminho e devemos nos mobilizar agora!”

Greta é a prova de que é possível sim enfrentar os bloqueios e expôr sua opinião, seja falando, seja protestando apenas com um cartaz, chamando a atenção de todos para o que é realmente necessário ser visto e compartilhado. Foi o que aconteceu com ela em seu Twitter, quando as postagens de seu protesto viralizaram pelo mundo e agregaram outros estudantes, inclusive de outros países para essa mesma causa.

Veja no artigo logo abaixo, inclusive como fazer para unir forças com a campanha da jovem Greta. E vem mais por aí! Essa menina ainda vai longe!

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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