Taxas de fertilidade em declínio podem afetar a sobrevivência da espécie humana

Taxas de fertilidade em declínio podem afetar a sobrevivência da espécie humana

Quais são as consequências da nuvem de produtos químicos que rodeia a humanidade?

Plástico, microplástico, poluição, agrotóxicos… a lista de químicos que nos cercam parece não ter fim.

Toda essa alquimia tem efeitos para a nossa saúde e os nossos modos de vida. É o que afirma a epidemiologista estadounidense Shanna Swan, que acaba de escrever o livro Countdown (“Contagem regressiva”), no qual defende que a taxa de fertilidade mundial está em declínio.

Na obra, Swan descreve que a saúde reprodutiva humana pode afetar a sobrevivência da espécie nos próximos anos.

Para exemplificar a situação, ela diz que uma mulher contemporânea com 20 anos é menos fértil do que sua avó aos 35 anos.

Os homens hoje também têm bem menos espermatozoides dos que os seus avôs tinham.

Deteriorização da saúde reprodutiva humana

A pesquisadora mostra que a culpa da deteriorização da saúde reprodutiva humana está na quantidade de tóxicos que fazem parte de nossas vidas, em especial, os ftalatos, que são substâncias sintéticas utilizadas para tornar o plástico mais flexível.

Eles são encontrados nas embalagens de xampus, móveis, pesticidas, alimentos enlatados, etc.

Nos últimos 20 anos, as pesquisas vêm mostrando alterações nos genitais desde o nascimento de bebês do sexo masculino e, também, no hormônio  testosterona por causa desses produtos.

Swan deu uma entrevista para a BBC na qual contou que a concentração de espermatozoides baixou de 99 milhões por mililitro, em 1973, para 47 milhões em 2011. Quando se entra na faixa dos 40 milhões, o risco de infertilidade cresce a um ponto irreversível de não se poder ter mais um filho de forma natural.

A partir da Segunda Guerra Mundial, aumentou a produção em larga escala de produtos derivados do petróleo e, consequentemente, do plástico e de outros químicos, como o PVC e o poliéster.

O problema com os químicos é que eles ficam armazenados por décadas em nosso organismo e, também, no de animais que comemos, como os peixes. O perigo dessas substâncias é como uma espiral infinita.

Swan chama a atenção para a necessidade de mais pesquisas e mais regulação para diminuir a produção de químicos. Enquanto isso não acontece, o jeito é evitar ao máximo consumir alimentos embalados em plástico, substituir os vasilhames plásticos por vidro, experimentar os xampus e condicionadores sólidos, enfim, fazer o que estiver ao nosso alcance, ainda que seja pouco para lidar com essa avalanche de efeitos negativos.

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