Estudo mostra que vitamina D contribui para diminuir risco de Covid-19, principalmente em negros

Estudo mostra que vitamina D contribui para diminuir risco de Covid-19, principalmente em negros

Desde o começo da pandemia falava-se aqui e ali sobre a importância da vitamina D na prevenção da Covid-19, mas não havia estudos até então que comprovassem o link. Agora, uma pesquisa recente, feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago (EUA), mostrou que níveis mais elevados de vitamina D podem contribuir para diminuir o risco de infecção pelo coronavírus, principalmente, em pessoas negras.

O estudo, que acaba de ser publicado na revista científica JAMA Open Network, examinou a relação entre os níveis de vitamina D e a probabilidade de teste positivo para COVID-19.

O nível de vitamina D considerado “suficiente” é de 30 ng /ml. Os pesquisadores descobriram que indivíduos negros com níveis de 30 a 40 ng / ml tinham um risco 2,64 vezes maior de testar positivo para Covid-19 do que pessoas com níveis de 40 ng / ml ou mais.

Foram analisados mais de 3.000 pacientes que tiveram seus níveis de vitamina D testados 14 dias antes de um teste Covid-19, informa a Science Daily.

Suplementos de vitamina D

A próxima etapa da pesquisa consistirá em recrutar participantes para dois ensaios clínicos com o objetivo de testar a eficácia dos suplementos de vitamina D como forma de prevenção da Covid-19.

A atual pesquisa é derivada de uma anterior que descobriu que a deficiência de vitamina D (menos de 20 ng / ml) pode aumentar o risco de infecção pelo vírus. Testes mostraram que a deficiência de vitamina D aumentou em 7,2% a chance de testar positivo para a doença. Um outro estudo também descobriu que cerca de 80% dos pacientes diagnosticados com Covid-19 apresentavam deficiência de vitamina D.

De acordo com o chefe do Hospital da Universidade de Chicago, David Meltzer, que é também um dos autores do estudo, a vitamina D pode ser uma intervenção viável para reduzir o risco da Covid-19, sobretudo, para pessoas negras. Ele explicou que:

“Há muita literatura sobre a vitamina D. A maior parte se concentra na saúde óssea, que é de onde vêm os padrões atuais para níveis suficientes de vitamina D. Mas também há algumas evidências de que a vitamina D pode melhorar a função imunológica e diminuir a inflamação. Até agora, os dados têm sido relativamente inconclusivos. Pode ser que diferentes níveis de vitamina D sejam adequados para diferentes funções”.

Excesso também faz mal

Vale lembrar que a suplementação de vitamina D deve ser sempre recomendada por um especialista, visto que o seu consumo excessivo pode desencadear problemas como a hipercalcemia, que é quando o cálcio se acumula na corrente sanguínea e causa náuseas, vômitos, fraqueza e micção frequente. Fora de controle, pode causar ainda dores ósseas e pedras nos rins.

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