Sífilis, os sintomas que você não deve ignorar

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Sífilis sintomas

Sífilis, uma doença vem preocupando muitos organismos de saúde e o conhecimento é sempre o melhor método de prevenção. Vamos saber mais sobre essa DST (doença sexualmente transmissível)?

1. O que é sífilis?

A sífilis é uma doença infectocontagiosa que está listada nas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Ela é causada por uma bactéria, a Treponema pallidum, e pode desenvolver-se em diferentes estágios.

São nos primeiro e segundo estágios da infecção que ocorre o maior risco e de transmissão da doença, que pode acontecer por relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto (transmissão vertical).

O Dr. Druazio Varela chama a atenção para outras formas de contágio: transfusão de sangue ou contato direto com o sangue contaminado.

Se não tratada nem sua fase inicial, a sífilis pode comprometer vários órgãos, inclusive, o sistema nervoso.

2. Os sintomas que você não deve ignorar

Os sintomas da sífilis são variados e típicos do estágio em que a doença está. O site do Ministério da Saúde explica os sintomas de cada um deles:

2.1. Sífilis primária

  • Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão está repleta de bactérias.
  • Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

2.2. Sífilis secundária

  • Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.
  • Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões também são ricas em bactérias.
  • Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.

2.3. Sífilis latente

  • Não aparecem sinais ou sintomas.
  • É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
  • A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

2.4. Sífilis terciária

  • Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
  • Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

Mesmo com todos esses sinais, muitas pessoas desconhecem ter sífilis. Isso porque os sintomas aparecem e desaparecem, embora a infecção esteja no organismo. Quando não tratada, a sífilis pode levar a outras doenças e até a morte, por isso, é fundamental receber o diagnóstico da doença.

3. Diagnóstico

É fácil e rápido saber se uma pessoa tem sífilis. É só ela fazer o teste rápido (TR) de sífilis, disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde do SUS. O resultado do teste sai em 30 minutos.

Quando um TR dá positivo, uma amostra de sangue é coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial para confirmação do diagnóstico.

4. Tratamento

O tratamento da sífilis é feito com penicilina benzatina (benzetacil), cuja aplicação é feita na unidade básica de saúde mais próxima da residência do paciente. A penicilina tem sido a forma mais eficaz de combate à bactéria.

Quando a sífilis acomete uma gestante, é preciso dar início ao tratamento o mais rápido possível. A penicilina é a única via para evitar a transmissão da doença para o bebê.

O SUS estabelece os seguintes critérios de tratamento para as gestantes:

  • Administração de penicilina benzatina.
  • Início do tratamento até 30 dias antes do parto.
  • Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis.
  • Respeito ao intervalo recomendado das doses.

A sífilis congênita, que é quando a doença é transmitida para criança durante a gestação, pode manifestar-se logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança.

5. Complicações da Sífilis

As consequências da sífilis congênita são:

  • aborto espontâneo;
  • parto prematuro;
  • má-formação do feto;
  • surdez;
  • cegueira;
  • deficiência mental;
  • morte ao nascer.

6. Prevenção

A melhor forma de se proteger da sífilis é usando camisinha durante as relações sexuais.

No caso de gestantes infectadas, é necessário o acompanhamento delas e de seus parceiros durante o pré-natal, para controlar a sífilis congênita.

Prevenção a gente faz com informação.

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