Um futuro de obesos e diabéticos: uma assustadora projeção

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Atualmente, a porcentagem de pessoas obesas no mundo é de 14%, mas segundo as projeções apresentadas no Congresso Europeu de Obesidade em Viena, na Áustria, esse número aumentará para 22% até 2045.

Como  simplificou o jornal O Globo, “uma em cada oito pessoas terão diabetes tipo 2 em 2045” e, deste percentual, tudo indica que 12% das pessoas terá diabetes tipo 2.

Esses dados foram recolhidos do banco de dados da Organização Mundial da Saúde onde, para cada país, a população foi dividida por faixa etária e, dentro de cada faixa, por índice de massa corporal.

Com base no histórico dos anos de 2000 a 2014, os pesquisadores fizeram cálculos de estimativas até 2045, aplicando métodos de análise de risco de diabetes para cada grupo. Eles seguiram os parâmetros da Federação Internacional de Diabetes, que estima a prevalência da doença regionalmente, levando-se em conta o estilo de vida, nutrição e disposição genética.

Assim como a incidência de obesidade subirá de 14% para 22% até 2045, a proporção com relação à diabetes tipo 2 subirá dos atuais 9,1% para 11,7% no mesmo período. Essas estatísticas pressionam os sistemas públicos de saúde, que precisam lidar com o aumento da população e a sua longevidade.

Para evitar que essa assustadora projeção se concretize, é necessário que programas de prevenção de obesidade e diabetes sejam ainda mais intensificados. Caso estes ainda não existam, é necessário desenvolver programas globais efetivos que irão trabalhar para reduzir a obesidade, bem como desacelerar ou estabilizar a incidência de diabetes no mundo.

Essa estabilização se dará com a queda da taxa de pessoas com diabetes em cerca de 25% até 2045. Isso significa que a taxa de pessoas com diabetes, ao invés de subir, deverá cair de 14% para 10%, conforme apontam os pesquisadores. Porém, não será tão fácil assim.

A gravidade do problema

Antes de tudo é necessário que haja uma consciência geral da gravidade que é o assunto obesidade no mundo e o que ela acarreta. É primordial a mobilização dos serviços sociais, bem como dos recursos de prevenção de doenças para fazer essa desaceleração nas projeções.

Outra dificuldade é com relação à consciência por parte de cada país, pois nos EUA por exemplo, a situação é ainda mais alarmante. Segundo as projeções, a taxa de obesidade atualmente está em 37% e poderá subir para 55%, se nenhuma atitude for tomada. Consequentemente, a taxa de diabetes pode subir de 14% para 18%. Ou seja, bem mais que a média mundial, segundo projeções.

Com base nisso, enfatiza-se que qualquer mobilização que seja feita não deve ser única e padronizada para todos os países devido às diferenças genéticas, sociais e ambientais.

Conclui-se que cada país deverá ter sua própria estratégia diferenciada, mas que seja elaborada com urgência.

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