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Alerta Febre Amarela: o pior surto dos últimos 10 anos

A cada verão, uma nova epidemia nos assombra. Desta vez, é a febre amarela que merece a nossa atenção e cuidados.

Dados atualizados da Febre amarela no Brasil

Já chegam a quase 1.000 o número de registros de febre amarela no Brasil, segundo boletim epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde nessa quarta-feira, que diz respeito ao período entre 1º de julho de 2017 e 6 de março de 2018.

Em relação ao ano anterior, foram registrados 597 casos e 190 mortes. Este ano foram registrados 3.234 casos suspeitos de febre amarela, sendo o estado de Minas Gerais o mais afetado, com 115 mortes e 384 casos confirmados. Como o estado, desde o ano passado, vem sendo acometido pela febre amarela, a vacina não está sendo fracionada, como ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo.

De acordo com matéria da UOL, o aumento no número de casos não se deve a um surto da doença, mas à chegada dela em zonas com mais quantitativo populacional, como as áreas urbanas.

No Rio de Janeiro

Esta semana, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro divulgou um boletim sobre a situação da febre amarela no estado. Os números impressionam: este ano, a febre amarela matou 70 pessoas e há registros de 150 casos da doença no estado. Os casos registrados são todos do tipo silvestre, o que quer dizer que a transmissão ocorreu por picadas de mosquitos que se encontram apenas em áreas de mata, segundo notícia da rádio EBC.

Os municípios com mais casos registrados são Angra dos Reis, Valença, Teresópolis e Nova Friburgo. Foram encontrados 11 macacos mortos por infecção de febre amarela no Rio de Janeiro.

Vacinação

A febre amarela é uma doença grave, mas as campanhas de vacinação ainda estão longe de conseguir uma taxa de imunização segura. Cerca da metade da população que precisa ser vacinada nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, ainda não recebeu a vacina.

Especialistas atribuem esse fato pelo receio em relação às contraindicações da vacina, mas eles garantem que o perigo da doença é muito maior do que as possíveis reações adversas.

Quem deve tomar a vacina

A dose fracionada é indicada para pessoas com idade superior a dois anos, as quais devem tomar outra dose de reforço após 8 anos. Ela também não é indicada para pessoas com condições clínicas especiais, tais como HIV, gestação e tratamento final de quimioterapia.

Quem for viajar para o exterior ou zonas no Brasil que exigem a vacinação deve apresentar a comprovação de ter tomado a vacina em dose única.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento contra câncer, pessoas com imunossupressão e com alergia grave à proteína do ovo.

Quem for vacinar não pode doar sangue por 4 semanas.

O Brasil produz a sua própria vacina contra a febre amarela na sede do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. De acordo com especialistas, a atual situação de caos poderia ter sido evitada se o governo, preocupado mais com a crise política do que com vidas, tivesse agido mais rápido.

Infelizmente, uma campanha improvisada da noite para o dia dificilmente irá atingir o seu objetivo.

É preciso ficar preocupado?

A gente nunca sabe o real estado da questão quando se trata de surto epidemiológico. Muita gente acha que os boletins das agências de saúde minimizam os perigos. Melhor do que ficar na dúvida é ter a certeza e a tranquilidade da prevenção.

Estima-se que, desde 1942, o Brasil não passava por um boom epidemiológico de febre amarela. As autoridades sanitárias pretendem vacinar 23 milhões de pessoas.

O principal transmissor da febre amarela é ele: o Aedes agypti, o mesmo que transmite a dengue, a zika e a chikungunya.

Em pânico, muitas pessoas estão matando macacos, achando que eles são os transmissores da febre amarela. Entretanto, eles são tão vítimas quanto os humanos. Aliás, além da maldade que é matar os macacos, trata-se de uma ignorância, porque eles dão a direção de onde está a infestação do vírus.

Fique alerta e vacine-se! Estão ocorrendo vários mutirões, inclusive aos finais de semana, nos postos de saúde. Informe-se onde na sua cidade está havendo vacinação contra a febre amarela.

Sobre Gisella Meneguelli

Gisella Meneguelli
É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.

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