Quarentena: governo italiano vai prorrogar o fechamento de escolas e estabelecimentos

O mundo todo está vivendo dias difíceis. Mas, na Itália, eles têm se tornado larguíssimos.

O país já ultrapassou a China em número de mortos em um único dia – 475 foram vítimas nas últimas 24 horas, 319 das quais na Lombardia (região norte).

Segundo disse o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, em uma mensagem de vídeo:

“Estamos enfrentando o momento mais difícil que a história já colocou diante de nós. Um inimigo novo e terrível está entrando em nossas vidas e mudando radicalmente tudo. Diante de nós ainda existem dias difíceis, mas juntos, unidos, estou convencido de que há vamos”.

Por isso,  o governo está avaliando a possibilidade de estender as medidas em vigor para além de 3 de abril, bem como lançar um novo plano para conter o comportamento daqueles que ainda insistem em não respeitar a quarentena e o isolamento, frustrando o sacrifício de milhões de italianos e o esforço do sistema de saúde, informa a ANSA.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, em entrevista ao Corriere della Sera, explicou que as medidas restritivas não podem deixar de ser tomadas quando o pico da infecção começa a diminuir. Não se pode voltar, imediatamente, à vida anterior. Por isso, as medidas precisarão ser estendidas. O governo vai anunciar  um decreto para liberar recursos públicos para proteger as empresas estratégicas italianas.

A ministra do Interior, Luciana Lamorgese, pediu às pessoas que garantam a superação dessa emergência. Portanto, elas devem usar, conscientemente, os espaços de movimentação, agora que estão permitidos, e evitar sair de casa, a menos se for estritamente necessário.

Quanto às atividades ao ar livre, o ministro do Esporte, Vincenzo Spadafora, disse que se deve considerar proibi-las completamente.

A mensagem para os italianos é: não saia de casa para evitar frustrar todos os esforços. 

O governador da Lombardia, Attilio Fontana, mostrou a sua preocupação em relação aos profissionais de saúde:

“Nossos médicos e enfermeiros estão fazendo um trabalho excepcional, e eu estou preocupado que, mais cedo ou mais tarde, eles também possam desistir física e psicologicamente e se desistir, seria um desastre”.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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