Chip nordestino detecta 18 tipos de câncer em 15 minutos

câncer-capa
É, até parece notícia sensacionalista mas não é. Uma biomédica de Caruaru, Agreste de Pernambuco, inventou, criou, desenvolveu um dispositivo para diagnóstico precoce, em fases iniciais de 18 tipos de câncer - é o projeto de Deborah Zanforlin, professora universitária, que por um teste de sangue, mapeia por biossensores os marcadores sanguíneos liberados pelas células cancerígenas nos estágios iniciais da doença aumentando em 70% as chances de cura.

Este chip está ligado a um sistema portátil que pode ser levado para cidades do interior, ou onde for, e possibilitar o acesso ao diagnóstico e tratamento de câncer a mais pessoas do que as que hoje conseguem sem atendidas nas unidades do SUS e universidades. A rapidez nos resultados, e a mobilidade extrema do sistema de detecção também possibilita a checagem mais frequente das populações de risco. E mais, esse chip não expele radiação, não contamina o paciente.

Deborah Zanforlin, à esquerda da foto, biomédica e professora universitária de Caruaru, PE.

Como diz Deborah na entrevista prestada ao Radio Jornal esse chip poderá também ser usado para diagnósticos de outras doenças. “O chip pode ser utilizado para outras doenças no futuro, mas eu estou há cerca de dois anos focada no diagnóstico e no tratamento do câncer”, ressalta.

A biomédica apresentou seu projeto na competição internacional BioSciKin, na categoria Life Science, em Stanford, Califórnia, no sábado passado. O objetivo primeiro da sua dedicação a este projeto é “permitir que as pessoas deixem de ver o câncer como uma sentença de morte”.

Esta notícia é muito boa pois, como já sabemos, o câncer, formação de tumores e degradação do organismo por crescimento descontrolado de células doentes, é uma das doenças que está profundamente ligada ao nosso estilo de vida "moderno e civilizado".

"A estimativa para o Brasil, biênio 2016-2017, aponta a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma (aproximadamente 180 mil casos novos), ocorrerão cerca de 420 mil casos novos de câncer. O perfil epidemiológico observado assemelha-se ao da América Latina e do Caribe, onde os cânceres de próstata (61 mil) em homens e mama (58 mil) em mulheres serão os mais frequentes. Sem contar os casos de câncer de pele não melanoma, os tipos mais frequentes em homens serão próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%) figurarão entre os principais". Esta informação é do relatório atual do INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva que ressalta a necessidade da detecção nos estágios iniciais como condição básica para que o tratamento seja de maior efetividade e que as ações de prevenção devem ser consideradas prioritárias nessa luta de saúde pública. http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/index.asp?ID=2

Mas, se lembre que, tudo tem a ver com o tipo, e a filosofia de vida, a parte de ter a ver, como é óbvio, com o uso de agrotóxicos e outros químicos de forma extensiva no ambiente em que vivemos, ou seja, o planeta. Então, se junte a nós na luta contra esses que, químicos fazedores de dinheiro para as corporações, nos envenenam os solos, as águas e o ar.

Se alegre com a notícia do chip, eu me alegrei, e mais ainda com ser uma invenção nordestina, essa porção do nosso país tão desconsiderada como se fosse a fossa dos atrasos civilizacionais. Não, não é. Em todo lado tem gente boa, inteligente, empenhada, trabalhando pela melhoria da vida das populações humanas.

Parabéns, Deborah, por seu empenho e garra. Que seu projeto ganhe o prêmio que bem merece e que nós, população do mundo, ganhemos mais um procedimento não invasivo e seguro de prevenção e preservação da saúde pública.

Você, Deborah, faz bem à Terra, por isso ressalto aqui seu projeto que veio lá do Agreste Pernambucano.

Leia também:

setaSENSOR PODE DESCOBRIR CÂNCER ANTES DOS PRIMEIROS SINTOMAS

setaPESQUISA BRASILEIRA: USAR A FLUORESCÊNCIA DE PLANTAS PARA DIAGNOSTICAR E TRATAR DOENÇAS