Incontinência urinária: 10 milhões de brasileiros sofrem desse mal irritante

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Incontinencia urinaria

Qualquer perda involuntária de urina é chamada de incontinência urinária. Ou seja, em diversos níveis e graus de dificuldade, não conseguir segurar o xixi pode ser um problema de saúde.

O problema pode afetar aspectos emocionais e físicos, por isso muitas pessoas evitam falar disso, o que dificulta na coleta dos dados estatísticos. Muita gente acha que a incontinência urinária tem a ver somente com pessoas anciãs, o que não é verdade. Por isso, vale a pena falar sobre o assunto e procurar ajuda médica no caso de perder involuntariamente urina.

Segundo José Carlos Truzzi, mestre e doutor em urologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e autor de livros na área, mais 10 milhões de pessoas, homens e mulheres, no Brasil, sofrem desse mal.

Idade, gestações e partos, menopausa, diabetes, derrames e obesidade são alguns dos fatores ligados à incontinência urinária.

Vamos saber mais sobre esse problema? Acompanhem...

1. Os tipos de incontinência urinária

  • Incontinência urinária de esforço: se ao espirrar, tossir, correr ou pular houver perda urinária, fala-se em incontinência por esforço.
  • Incontinência urinária de urgência: se o desejo de urinar não permitir a chegada ao banheiro, fala-se em incontinência de urgência.
  • Incontinência urinária mista: quando se verificam os dois tipos de incontinência.
  • Incontinência urinária paradoxal: ocorre em pessoas que perdem a sensibilidade da bexiga e não percebem que ela está cheia.

2. Tratamentos

Incontinencia urinaria 2

O problema pode afetar, e muito, a vida da pessoa com incontinência, que passa a viver pelo e para o problema: a pessoa não sai de casa ou pensa duas vezes antes de sair; a pessoa passa a não beber água para não sentir vontade de fazer xixi, mas isso acaba por afetar os rins.

Por isso, consultar um médico urologista é essencial para o diagnóstico que irá considerar o tipo de incontinência, para determinar o tipo de tratamento mais adequado para cada caso.

As medidas iniciais vão desde dicas de alimentação à fisioterapia pélvica que geralmente já dão bons resultados.

Outros tratamentos incluem medicamentos, estímulos elétricos com equipamentos de fisioterapia, uso de toxina botulínica e até cirurgias. Mas a maioria dos casos porém, requer soluções muitos simples.

3. Algumas dúvidas mais comuns

3.1. Fazer muito xixi e ter incontinência urinária é a mesma coisa?

Fala-se de bexiga hiperativa quando acontece um aumento do número de vezes que a pessoa vai ao banheiro (mais de 8x/dia mais de 2x/noite).

Já a incontinência urinária é a perda involuntária de urina, podendo ser um dos sintomas da bexiga hiperativa, mas não necessariamente uma coisa tem a ver com a outra. Uma pessoa pode ter bexiga hiperativa e não apresentar perda urinária, e vice-versa.

3.2. Urinar várias vezes durante a noite é sinal de incontinência urinária?

Não, mas pode ser sinal de bexiga hiperativa. Portanto procure um urologia se você acorda varias vezes à noite para fazer xixi.

3.3. Atividade física pode causar incontinência urinária?

Os exercícios de forte impacto: musculação, salto, ginástica olímpica, entre outros – podem causar incontinência urinária porque durante a prática destas atividades, a força da gravidade pressiona a musculatura de sustentação da região pélvica. Atividades físicas de baixo impacto, ao contrário, podem colaborar para a prevenção e para o tratamento do problema.

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