Cabo Verde com zika decrescente e nenhum caso de microcefalia

Cabo Verde

Cabo Verde também tem Aedes aegypti, mosquito chato, cosmopolita e urbanoide que gosta mesmo é de viver com os humanos. E como tem aedes, também tem zika, dengue e chikungunya.

Mas não tem microcefalia ligada ao zika. Por que será? 

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Cabo Verde é um país feito de ilhas, 10 ao todo. Um arquipélago de muita seca e muitos vulcões, terra sofrida que capta toda gota d’água que a atmosfera transporte. Povo sofrido e aguerrido, de tradições firmemente fincadas com os pés na terra das ladeiras dos morros.

A notícia diz que lá, em Cabo Verde, tem já 7.164 casos de zika notificados pelo Ministério da Saúde entre outubro de 2015 e 24 de janeiro de 2016, a maior parte dos quais, na Praia, capital do país.

Mas, o mais interessante é que a epidemia de zika em Cabo Verde está diminuindo, reduzindo, acabando.

E a microcefalia? Como informa o Ministério da Saúde de Cabo Verde, nenhum caso de microcefalia ocorreu nos partos das grávidas que contraíram zika durante a gestação. Nem microcefalia e nem qualquer outra sequela neurológica. Outras 40 grávidas continuam sendo monitoradas.

Se quiser conferir, leia aqui a informação do Ministério da Saúde de Cabo Verde sobre a ocorrência de zika até final de janeiro de 2016.

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E no Brasil, por que?

Chama muito a atenção que essa ligação do zika vírus com a microcefalia seja uma realidade brasileira que não se repete em outros países - nem Colômbia tem zika com microcefalia, segundo as notícias locais, apesar dos vários casos da Síndrome de Guillain-Barré.

Nós, os leigos

A coisa é séria, mesmo! As dúvidas são imensas e o nosso Ministério da Saúde tenta convencer os leigos de que estes estão profundamente errados. Acontece que os leigos somos nós, os brasileiros todos. E nós lemos também em outros lados que é possível acontecer uma epidemia de zika vírus sem que aconteça, em paralelo, um aumento dos casos de microcefalia ou outros problemas neurológicos advindos. Qual será a diferença?

Será a nossa vacinação tríplice a causa?

Será que é a vacinação das grávidas brasileiras que é diferente?

Será que a rubéola que deveria ser combatida preventivamente está, por algum motivo obscuro a leigos como eu, tirando suas manguinhas de fora e mostrando sua verdadeira face?

Gostaria muito de que a Fiocruz e o Ministério da Saúde falassem melhor conosco, os leigos, e nos explicassem direitinho o que é que está acontecendo nessa nossa terra saturada de agrotóxicos, de vacinas que não confiamos, de mentiras e falácias.

Enquanto isso, Cabo Verde, lindo país de pedra no meio do Atlântico, sem riquezas, sem grandes saídas tecnológicas, sem apoio externo, encontra saídas locais que dão bons resultados na defesa da saúde da sua população.

Parabéns, Cabo Verde!

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Fonte foto: http://gdb.voanews.com/D0012020-2642-4A6B-99A5-C9156B09AC63_cx0_cy7_cw0_w1000_r1_s_r1.jp