Alerta mundial para o vírus zika

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Não é apenas no Brasil que o vírus zika provocou um surto epidêmico. Países como Dinamarca, Itália, Estados Unidos e Reino Unido já confirmaram os seus primeiros casos de infecção e mostram-se preocupados com o risco de uma epidemia.

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladmir Putin, alertaram as populações de seus países sobre os riscos de viagens à América Latina, região onde mais de 20 países têm casos confirmados do vírus.

O presidente russo declarou que “algo triste está chegando da América Latina. Os mosquitos não voam sobre oceanos, mas as pessoas infectadas, sim. Este vírus já chegou à Europa", segundo divulgou a agência Interfax. O governo britânico, preocupado com os jogos olímpicos de 2016, pediu aos atletas do país que tomem cuidado durante o período do evento.

Entre os países da América onde há registros de casos de infecção por zika estão: Barbados, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Ilhas Virgens, Martinica, México, Panamá, Porto Rico, Paraguai, República Dominicana, St. Maarten, Suriname e Venezuela. Só no Brasil já foram registrados mais de 3.800 casos de infecção pelo vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu, esta semana, um alerta sobre a possibilidade de o zika se espalhar por todo o continente americano, com exceção de Chile e Canadá, onde as baixas temperaturas não favorecem a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

No final de 2015, a relação entre casos de microcefalia no nordeste do Brasil e o zika vírus alarmou o Ministério da Saúde. Com o apoio da OMS, o governo brasileiro está investigando qual efeito o zika pode ter sobre os fetos. Preliminarmente, estudos apontam que o primeiro trimestre de gravidez é o período de maior risco para o desenvolvimento de microcefalia e malformações no feto.

A gravidade da contaminação torna-se maior porque uma em cada quatro pessoas contaminadas apresenta os sintomas de infecção por zika.

Os sintomas mais comuns são febre, erupção cutânea ou urticária, muitas vezes acompanhados por conjuntivite, dores musculares ou nas articulações, e um grande mal-estar, entre dois e sete dias após a picada do mosquito infectado.

Como ainda não há vacina para a infecção por zika, o tratamento paliativo consiste em aliviar os sintomas. Já as grávidas devem seguir rigorosamente as recomendações médicas.

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