A ameaça do zika vírus

aedes aegypt

Como se não bastasse o mosquito Aedes aegypti fosse o transmissor da dengue, ele agora é responsável por uma outra ameaça à saúde das pessoas, o zika vírus. Apesar de não ser, ainda, uma preocupação tão grande quanto a dengue, o estado do Ceará confirmou 10 casos da doença na região.

A confirmação ocorreu depois de testes feitos com 14 pacientes que mostravam sintomas no Hospital São José, especializado em doenças infecciosas. Ao todo, dez testes deram positivo para o zika vírus. Os testes foram feitos no Instituto Evandro Chagas, em Belém, que deve verificar mais 41 amostras.

Segundo o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria da Saúde do Ceará, Márcio Garcia, a iniciativa de verificar a presença do zika vírus no estado partiu do aumento de casos com sintomas compatíveis com a doença, já que o zika vírus, ao contrário da dengue, não consegue evoluir para um quadro clínico mais grave, podendo resultar na morte do infectado.

O Ministério da Saúde ainda não definiu uma estratégia nacional para combater o zika vírus. Enquanto esperam, os profissionais da saúde do Ceará tratam dos pacientes que apresentam os sintomas como suspeita de dengue, já que as duas doenças, e também a chikungunya, são transmitidas pelo mesmo mosquito.

O zika vírus é uma doença infecciosa causada pelo vírus ZIKV. Seu surgimento foi catalogado no ano de 1947 em macacos de Uganda, mas foi somente no ano de 1954 que o vírus foi encontrado no organismo de seres humanos. Aqui no Brasil a doença chegou neste ano de 2015, nos estados do Rio Grande do Norte e da Bahia.

Seus sintomas mais comuns são febre baixa, entre 37,8 e 38,5 graus, dor de cabeça, dor muscular, dores nas articulações, especialmente nas regiões das mãos e pés, e erupções cutâneas, que causam coceira, no rosto, tronco, mãos e pés. Em casos mais raros os sintomas incluem dor abdominal, diarreia, fotofobia e conjuntivite, constipação e pequenas úlceras na mucosa oral.

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