Língua, espelho da saúde: um novo teste detecta 14 doenças

Língua, espelho da saúde

Nas medicinas tradicionais antigas como a chinesa e a indiana, a língua sempre foi considerada um importante espelho da saúde, podendo indicar como está o funcionamento de diferentes órgãos do corpo. Com o tempo, este tipo de diagnóstico foi substituído por técnicas modernas. Mas na Índia, um grupo de cientistas desenvolveu um teste capaz de detectar 14 doenças analisando a língua.

A idéia nasceu para ajudar a população mais pobre, que vive em áreas remotas e que não têm acesso fácil aos cuidados médicos. O teste é capaz de fornecer um diagnóstico provável a partir da análise da língua combinada com a avaliação dos sintomas que ocorrem no enfermo analisado. Isso ajuda na triagem dos que precisam realmente ser encaminhados para os centros médicos distantes ou difíceis de chegar.

Uma língua saudável deve ser rosa, limpa e coberta com pequenas e visíveis papilas gustativas. Muitas vezes uma análise bem feita é capaz de distinguir se a língua se apresenta vermelha, preta, branca, inflamada, com rachaduras em algumas áreas, etc. Sinais de que algo está errado no organismo.

Uma língua inchada, por exemplo, pode sinalizar uma reação alérgica em curso, enquanto longos sulcos na superfície seria um sinal de uma infecção sexualmente transmissível, a sífilis. Uma língua musculosa e lisa pode revelar deficiência de vitamina B12, folato e ferro. Úlceras na boca indicariam a presença de doença inflamatória do intestino, como a doença de Crohn ou colite ulcerativa.

O novo sistema de diagnóstico, lançado pelo International Journal of Biomedical Engineering and Technology, foi criado por Karthik Ramamurthy, da Rajalakshmi Faculdade de Engenharia de Chennai, Siddharth Kulkarni e Rahul Deshpande da Faculdade de Engenharia Eletrônica da Universidade VIT.

Trata-se de um software que faz uma análise digital da imagem da língua do paciente, revelando textura, coloração, congestão e outras características que podem estar ligadas à várias doenças. Atualmente, o sistema permite um diagnóstico de 14 estados patológicos, mas os cientistas esperam em breve poder associar este teste ao teste feito com os olhos, a fim de integrar a primeira análise com informações adicionais úteis ao diagnóstico.

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