Olimpíadas da inclusão: conheça a delegação dos refugiados

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Para nós, brasileiros, as Olimpíadas do Rio serão inesquecíveis. Seja pela bela abertura, seja pela primeira medalha de ouro conquistada pela judoca Rafaela Silva, seja pelos problemas que houve até a abertura dos Jogos e durante eles. 

Mas, além desses episódios marcantes para nós, os estrangeiros também estão marcados pela inclusão destes Jogos. A abertura das Olimpíadas 2016 mostrou que várias pessoas que sofrem por serem marginalizadas tiveram lugar na edição de 2016. Desde Lea T, a primeira transsexual que teve destaque na abertura de uma Olimpíada, até os atletas refugiados, que entraram com as demais 205 delegações.

Ao todo, são 10 atletas que fazem parte da delegação de refugiados, mostrando os problemas de conflitos que atingem diferentes regiões do mundo há vários anos. Os atletas originários do Sudão, da Síria e do Congo vão competir nas modalidades atletismo, natação e judô. A pequena delegação usou a bandeira olímpica, por representar todos os países. A iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) visou a contribuir simbolicamente para dar "esperança para os refugiados em todo o mundo e que chame a atenção para a dimensão da crise dos refugiados a nível mundial”.

A batalha olímpica desses atletas é precedida de guerras em seus países que se arrastam há anos. Tiroteios, ataques, violência, mortes, abalos físicos e emocionais são os principais obstáculos enfrentados pelos atletas. 

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A nadadora síria Ysra Mardini fugiu da guerra na Síria usando a sua habilidade para nadar. O barco em que ela estava com mais 19 pessoas afundou no Mar Mediterrâneo.  Ela nadou entre a Turquia e a Grécia para salvar a própria vida. “Éramos 20 pessoas no barco. Depois de meia hora, o motor parou de funcionar. Eu perdi tudo. Eu tinha apenas uma camiseta e uma calça jeans. Não tinha nem chinelo”, conta.

O COI chegou até os atletas com a ajuda dos comitês nacionais. Eles receberam um financiamento do programa Solidariedade Olímpica para treinar. O COI atua em parceria com a Agência da ONU para Refugiados, a Acnur, oferecendo atividades esportivas para crianças refugiadas.

Para os atletas refugiados chegar ao Rio de Janeiro foi um sonho. O trabalho do COI e a presença deles nas Olimpíadas do Rio mostram que o esporte integra e humaniza.

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Fontes e fotos: nacoesunidas.orgrfieuronews