Papai Noel existe ou não? O que dizer para as crianças

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Papai Noel

Símbolo inconfundível das festividades natalinas, o Papai Noel ainda desperta muita polêmica quando o assunto é realidade. Entre gaguejamento e línguas tropeçadas, fica difícil responder a pergunta “Papai noel existe?” para uma criança quando não estamos preparados. Mas afinal, Papai Noel existe? O que dizer para nossos filhos?

De acordo com os professores psicólogos Christopher Boyle e Kathy McKay do Exeter (Reino Unido) e da Australian New England University, dizer para as crianças que o Papai Noel existe é uma mentira escancarada que apenas fará com que as crianças não confiem mais em adultos assim que descobrirem a verdade. Segundo eles, a mentira sobre a existência do Papai Noel trará uma crise existencial, invalidando para as crianças qualquer confiança estabelecida nos adultos.

Mas o que é a verdade?

Embora a sugestão seja interessante, é preciso que nos atentemos a alguns pontos a respeito da verdadeira existência ou não do Papai Noel. Fato, ao menos irreparável socialmente, é que a figura do Papai Noel existe e todos sabem bem como é. Não há criança ou adulto que não saiba descrever com perfeição o Papai Noel.

Para o filósofo Alemão Friedrich Nietzsche, a questão da existência ou não do Papai Noel cai em descrédito total em própria formulação. Neste caso da verdade ou mentira, Nietzsche não define e nem aceita a definição da verdade, pois não há como alcançar com certeza a definição do oposto da mentira.

Já para a filosofia ocidental geral, a verdade depende de três constantes de valores variáveis: a realidade, o imaginário e a ficção. Desta maneira, quando os três critérios encontram um ponto central de entendimento, encontra-se a verdade.

Porém, não é possível aprofundar-se em filosofia com crianças durante o fervor causado pela pergunta “Papai Noel existe?”. Neste momento, temos uma decisão muito importante a fazer e que influenciará a forma com que a criança nos verá para o resto da vida. Por isso é importante prestar atenção.

papai noel

Ver para crer

Devemos ter em mente que a existência de algo não implica em uma tangibilidade, ou seja, não é necessário que possamos tocar algo para saber que algo existe. A partir daí podemos citar inúmeros exemplos, tais como o ar ou mesmo uma celebridade constantemente apresentada em revistas, programas de televisão e etc. Tudo isso nos é mostrado o tempo todo como real, mas será que precismos ter visto isto ou aquilo para sabermos se se trata da verdade?

Cada criança tem um tempo próprio de desenvolvimento físico e mental. Algumas crianças demonstram facilidade para certas coisas, enquanto outras podem demorar um pouco mais para desenvolver a aptidão. E isso acomete todo desenvolvimento da criança.

Evidentemente, se temos uma criança com 4 anos de idade que nos pergunta se o Papai Noel existe nós devemos responder que sim. O mesmo vale para crianças menores ou até chegarem na adolescência. Por quê? Pois a realidade depende diretamente da realidade que nos cerca em nossa fase de desenvolvimento.

Isso significa que, na realidade da criança, o Papai Noel existe. E, nesta questão, não faz diferença se foi você quem contou ou não sobre a existência do Papai Noel. Naturalmente a criança aprenderá que ele existe, e, naturalmente, aprenderá que não existe.

Mentiras sinceras

Mas “mentir” sobre a existência do Papai Noel não é pior? Definitivamente não. Isso é claramente evidenciado quando interrogamos os que hoje são adultos. Em sua maioria, todos acreditaram em Papai Noel algum dia e isso não foi obstáculo algum para serem quem são hoje.

Isso não quer dizer que você deva necessariamente fazer seu filho ou filha acreditar em Papai Noel. Mas, se uma criança perguntar a você se o Papai Noel existe é porque ela acredita, e seu papel como pai, mãe ou cuidador(a) é o de deixá-la acreditar.

Como dito, naturalmente, a criança começará a ter dúvidas sobre a verdadeira existência com o passar dos anos. Neste ponto, basta esclarecer as dúvidas que surgirem e nada mais.

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