Respeitar os animais é fundamental para a nossa saúde

“O que é o homem sem os animais? Se os animais desaparecerem o homem morrerá dentro de uma grande solidão. Ensinai a vossos filhos que a terra é a nossa mãe. Dizei a eles que a respeitem pois, tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra”.

Estas frases pertencem a uma carta. Uma carta que um índio do continente americano escreveu em 1855. A carta do cacique Noah Sealth da tribo Suquamish, do Estado de Washington, EUA foi enviada ao então presidente do país, Francis Pierce, como resposta à pretensão do governo de comprar o território ancestral da sua tribo. Esta carta já tem mais de 150 anos mas continua muito atual, profundamente atual. Você pode ver aqui neste site da UFPA uma pesquisa extensa sobre os acontecimentos que fundamentaram a posição do cacique Sealth. 

Porém, veja só, é importante não só para as nossas batalhas pela defesa do meio ambiente, ou pela construção de um mundo mais saudável, a implantação de projetos sustentáveis ou a escolha de melhores caminhos para o desenvolvimento da humanidade.

É tão ou mais importante para a educação de nossos filhos.

Crianças brincam com tudo o que lhes cai às mãos, inclusive com pequenos bichinhos, indefesos. Dizem que criança é naturalmente descuidada com os animais, perversa até. Eu não acredito nisso. Acredito sim que nossas crianças devem ser educadas com valores de amor, para o próximo, para todas as formas de vida, e aí sim, educando-as no amor, as crianças não farão maldades com nenhuma forma de vida.

Não mais amarrar o rabo do gato com latas ou bombinhas, não mais por um pedra na boca do sapo, não mais jogar pedras nos cachorros ou estilingadas nos passarinhos, não mais tirar os peixes coloridos da água só para vê-los mais de perto.

Tudo é uma questão de respeito, de se saber que não somos mais nem melhores do que qualquer outra forma de vida. Só uma questão de respeito.

Foi com esse intuito que, em Teresina, servidores do Ibama produzem vídeos, gibis e músicas sobre a proteção das espécies.

Os índios da nossa terra brasileira têm uma palavra para se referirem aos animais selvagens que andam pelas florestas, livremente. Eles são Xerimbabo, que significa “coisa muito querida” em tupi. Essa é a palavra mágica que faz com que a criança indígena aprenda a amar, como a si mesmo, todos os animais e formas vivas da natureza.

Um gibi, criação de o médico veterinário e analista ambiental do Ibama/PI, Sandovaldo de Moura, 41 anos, é parte do “Projeto Liberdade e Saúde – Animais Silvestres Livres: Pessoas Saudáveis”, do Ibama, no Piaui. Na história, que é baseada em fatos reais da vida do seu criador, participam Apoema, o indiozinho, Joãozinho, o menino que tinha um estilingue e com ele matava passarinhos. Outro criador, Fabiano Pessoa, também veterinário e especialista em saúde pública é o responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Teresina. E o terceiro, Sinvaldo de Moura, arquiteto, também do Ibama. Os três criaram Dá no pé, louro  que virou desenho animado e se tornou um dos maiores sucessos entre meninos e meninas piauienses de todas as idades. Outros sucessos, em músicas animadas Liberdade!, Zoonoses e Tatu tu tá, também fazem parte do assunto.

Este é um projeto que só cresce. Os multiplicadores são os quase quatro mil professores da rede estadual de educação que, em suas aulas diárias, falam, explicam, ensinam tudo o que sabem sobre o combate do tráfico de animais, os maus-tratos e a transmissão de doenças. O Projeto Liberdade e Saúde - Animais Silvestres Livres: Pessoas Saudáveis já tem 8 anos de existência, e promete seguir em frente. No Piauí já alcançou mais de 30 mil pessoas. E a ideia se multiplica pois, a cada criança que aprende a respeitar, proteger, defender, cuidar dos animais,multiplica a ideia por outras crianças e até por adultos. A rede da multiplicação das boas ideias é infinita e tem moto-contínuo, ou seja, não para nunca.

Essa mudança é fundamental para a saúde da nossa terra, do nosso planeta, de nós mesmos. Não tenha dúvida!

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Fonte: http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1470