Com qual idade crianças podem iniciar um esporte?

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Com a derrota do futebol brasileiro na Copa do Mundo por 7 x 1 para a seleção da Alemanha, muitos profissionais da imprensa esportiva questionar o trabalho na base. “Base” no futebol significa a criação de novos atletas, desde a infância a idade adulta. O questionamento exacerbou as pressões que a garotada sofre para se tornar um atleta de alto nível, como Lionel Messi, craque argentino que começou nas categorias de base do Barcelona com apenas 7 anos de idade.

A questão a ser levantada é: qual deve ser a idade correta para uma criança iniciar as atividades esportivas?

A Sociedade Brasileira de Pediatria aconselha que elas comecem a prática entre 5 e 7 anos de idade, mas classifica como o mais importante respeitar as vontades e as características de cada criança. Não adianta forçar um garoto a se tornar um craque de futebol, se o que ele quer praticar é basquete ou vôlei.

A criança deve gostar do que vai fazer, ter habilidade para fazer e as características para se desenvolver, ou não, no esporte que ela for inserida.

É muito comum crianças precoces, com menos de 5 anos de idade, começarem em um esporte e irem mudando depois. É o caso da pequena Manuela, que começou na ginástica artística aos 3 anos e aos 7 mudou drasticamente de opção, partindo para o jiu-jitsu. O motivo? Segundo a própria Manuela, acabou “enjoando” da ginástica artística.

Agora Manuela faz vários estilos de luta e é acompanhada e incentivada pelos pais. Motivando até sua mãe, Tatiana, que irá começar a praticar artes marciais e atividades físicas regulares. O que demonstra que matricular o filho no esporte correto e na hora certa, pode transformar a atividade em algo bom para a criança e para toda a família.

Isso sem contar com os benefícios para a saúde que a prática esportiva proporciona às crianças.

“É de consenso mundial que a realização de atividades físicas na infância ajuda a manter o peso ideal, reduzindo índices de obesidade e suas consequências, como diabetes, hipertensão e dislipidemias, por exemplo”, conforme explicação do Dr. José Gabel, secretário do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Mas o doutor também alerta para possíveis exageros: “Pais desejam criar atletas mirins, com agendas sobrecarregadas e sem descanso. Esse ritmo é prejudicial, resulta em sintomas diversos como criar motivos para não frequentar as aulas, fadiga, cansaço, perda de concentração, alterações no humor, irritabilidade, insônia, dores musculares e articulares, além do grande risco de lesões”, finaliza do Dr. Gabel.

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Fonte foto: freeimages.com