Autismo: como a arte pode libertar e salvar vidas!‏

A arte, em toda forma de expressão, tem poderes que escapam à nossa compreensão. Pode ser um simples hobby, um refúgio, uma tentativa de responder a questões e dilemas internos, um esforço para entender o mundo ao redor... Não importa. Independentemente disso, em inúmeros casos, a arte já mostrou seu potencial de libertar e salvar vidas!

Foi o que aconteceu com Philip Martin-Nelson, um norte-americano de 20 anos nascido em Nova York. Nos primeiros anos de vida, foi diagnosticado com o tipo mais severo de autismo. Até os 3 anos de idade, não falava, não fazia contato visual e não permitia que ninguém o tocasse. Os médicos diziam a seus pais que Philip jamais conseguiria ganhar independência e cuidar de si mesmo. O ballet apareceu e foi a arma que Philip utilizou para desafiar todas essas afirmações.

Os pais de Philip procuraram terapia e o inscreveram em esportes e aulas de ginástica. Quando, finalmente, começou a falar, Philip disse: “quero dançar!”. Sua mãe conta que, antes mesmo de falar, ao assistir ao programa de TV “Barney e seus amigos”, ele decorava as músicas e dançava junto com os personagens.

Aos 6 anos, Philip teve sua primeira aula de ballet clássico, e foi a partir de então que começou a se desvencilhar da doença. Foi o primeiro momento em que ele realmente demonstrou interesse por algo; e o primeiro lugar onde conseguiu se concentrar e prestar atenção ao que estava acontecendo!

Hoje, ele é um dos dançarinos principais da “Les Ballets Trockadero de Monte Carlo”, uma companhia de ballet formada exclusivamente por homens.

O ballet salvou a minha vida. Se eu não tivesse o ballet, se eu nunca tivesse feito aquela primeira aula, eu provavelmente nunca teria me recuperado”, Philip comentou em entrevista ao portal MyFoxNY.com; “provavelmente, ainda estudaria em escolas especiais e estaria simplesmente tentando fazer os dias passar”, concluiu.

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Fonte foto: foxnews.com