Óxido de Zinco → Propriedades, Benefícios e CONTRAINDICAÇÕES

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Óxido de Zinco

O óxido de zinco, aquele pó fininho, branco mais branco, das pomadas para assaduras e outros cremes para tratar a pele tem uma série de outros benefícios que você, talvez, não conheça. Este é um dos ingredientes básicos da cosmética, desde os tempos antigos. E, as razões para tal uso são suas propriedades curativas e bloqueadoras dos raios uv.

O que é o óxido de zinco?

Óxido de zinco é um composto químico cuja fórmula, ZnO, é resultado da corrosão do zinco (Zn - metal) pelo oxigênio existente na atmosfera. O óxido de zinco se apresenta na forma de pó, de grãos finos insolúveis em água porém, muito solúvel em soluções ácidas. É usado como componente fundamental nos cremes para recém nascidos e crianças de tenra idade por conta de sua poderosa ação contra todo tipo de prurido e irritação da pele.

Também é componente de cosméticos para adultos e, principalmente, nos protetores solares pois, em função da sua presença no creme, forma-se uma tela de proteção muito eficaz. Sua ação é decisiva no bloqueio dos raios ultra-violetas, na recuperação da pele gretada pelos frios intensos ou queimada pelo sol.

Usos e propriedades do óxido de zinco

Este pó, transformado em creme quando é misturado com alguma base hidratante ou oleosa, tem ação anti-inflamatória, antipruriginosa, antisséptica e cicatrizante. É adequado em caso de queimaduras ou como preventivo destas, em casos de assaduras, escaras de decúbito e todo tipo de irritação cutânea.

A ação cicatrizante dos preparados com óxido de zinco resulta da total cobertura que este pó dá à pele, criando um ambiente propício que encoraja a recuperação celular.

Junto com a ação antisséptica do óxido de zinco - que impede a proliferação de microorganismos na pele machucada - este produto também tem ação adstringente sendo muito adequado seu uso em casos de acne, espinhas e furúnculos pela antissepsia que promove, aliada ao secamento das lesões.

Outro benefício do uso dermatológico do óxido de zinco é a redução da vermelhidão cutânea, como sintoma secundário dos processos inflamatórios.

Uma função de amplo uso do óxido de zinco tem a ver com a sua capacidade de inibir o crescimento de fungos, na pele ou nas paredes.

Naturalmente, é um dos pigmentos naturais mais usados quando se quer a cor branca como resultado.

Alguns benefícios e usos medicinais do óxido de zinco

Na medicina, o óxido de zinco entra em tratamentos de problemas dermatológicos como eczema, dermatites diversas, psoríase, vermelhidão da pele, acne e queimaduras.

Usa-se em cremes e pomadas em concentrações que variam de 10 a 15% (em alguns casos específicos, esta concentração pode atingir os 50%).

Nos casos de acne e espinhas, é recomendado seu uso durante a noite, como uma máscara secativa, que deverá ser lavada de manhã.

Bandagem de óxido de zinco

Em casos de edema, flebite, tromboflebite, insuficiência venosa crônica, úlceras varicosas e outros, é usado o óxido de zinco como bandagem, uma técnica do dermatologista Paul Gerson Unna. Esta técnica de curativo, também conhecida como Bota de Unna ou Pasta de Unna, implica no uso de óxido de zinco, em concentração elevada, misturado com água, glicerina e gelatina, constituindo uma pomada grossa. Essa pasta é espalhada sobre a ferida, ou sobre a região afetada que é coberta com uma camada tripla de ligaduras elásticas. Já existem, nas farmácias, bandagens preparadas com a pasta de Unna, para os fins recomendáveis.

Proteção solar do óxido de zinco

Como filtro e bloqueador solar, o creme com óxido de zinco tem eficácia comprovada. Não só ele atua como filtro físico, impedindo que os raios solares atinjam diretamente a pele a ser protegida como, tem ação eficaz também no bloqueio da radiação UVA e UVB pois, suas partículas refletem essa radiação impedindo que a mesma atinja o organismo.

Bom, mas não é muito agradável a gente ir à praia com a pele totalmente branca, é verdade. Sim, esse efeito do óxido de zinco, de deixar nossa pele de um branco total, está diretamente ligado à proteção física que este produto exerce contra os raios solares.

O óxido de zinco é usado como componente em diversas formulações dermatológicas, tanto para crianças quanto para adultos, que não visam, unicamente, o bloqueio dos raios solares.

Em tratamentos para manchas de pele, por exemplo, é um dos mais eficientes produtos para permitir que a pele, pouco a pouco, recupere sua textura e coloração.

As contraindicações

São muito poucas as contraindicações ao uso dermatológico do óxido de zinco e estas estão relacionadas a situações de hipersensibilidade individual ao próprio elemento ou a algum dos componentes da fórmula usada.

Outros usos do óxido de zinco

O óxido de zinco é usado em diversos produtos de origem industrial como “ativador de aceleração química, pigmento e agente de reforço em borracha, pomadas, inibidor de crescimento de mofo em tintas, absorvedor de UV em plásticos, placas de piso, cerâmica, vidro, sais de zinco, aditivo em suplemento alimentar, dietético, cosméticos, tratamento de sementes, fotocondutor em fotocopiadoras e fotografía a cores, dispositivos piezoeléctricos, pigmento” para tintas de usos diversos

O zinco e sua importância na nossa saúde

O zinco é um dos elementos essenciais à manutenção da nossa saúde pois, é um elemento fundamental para a ativação do sistema imunológico, em casos de anemia e outros problemas de origem hematológica (leia mais sobre o zinco nos artigos abaixo indicados). Uma dieta equilibrada em zinco é fundamental e, os alimentos que mais contêm este mineral são a aveia, as amêndoas, os feijões e as leguminosas diversas, o arroz e outros cereais. Outras fontes alimentares ricas em zinco são de origem animal: fígado, ostras e todas as carnes vermelhas.

A carência de zinco e seus sintomas

Os sintomas de carência de zinco no nosso corpo são fáceis de se perceber: em crianças essa carência causa atraso no desenvolvimento e, nos adultos, se revelará por queda do cabelo, fadiga, diminuição da libido, deficiência na cicatrização da pele e outros problemas dermatológicos (psoríase, tendência a dermatites), diarreia frequente e infecções (mostrando que o sistema imunológico está deprimido).

Porém, o sintoma que mais me chama a atenção é a dificuldade que a pessoa carente em zinco tem de sentir o gosto salgado dos alimentos.

Qualquer destes sintomas deverão ser avaliados por um médico e, a carência de zinco deverá ser investigada. Mas, o uso tópico do óxido de zinco não requer de receituário, portanto, cuide de sua pele.

Leia mais sobre o zinco e seus efeitos no nosso organismo:

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