Gengibre: propriedades medicinais comprovadas

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Gengibre é uma raiz usada para a cura há milênios. Aqui apresento alguns estudos que comprovaram, cientificamente, os benefícios e propriedades do gengibre para a saúde.

O gengibre é rico em propriedades curativas e usado há séculos por diversos povos na medicina popular. Também é um dos principais remédios da medicina natural atual.

Em particular, o gengibre é uma especiaria que revitaliza e rejuvenesce. Sua composição o faz rico em nutrientes essenciais como o potássio, magnésio, cobre e vitamina B6 e seu óleo essencial, gingerol, é rico em zingerona, zingibereno, felandreno e canfeno que lhe conferem as qualidades terapêuticas curativas.

Alguns estudos científicos já comprovam esse potencial curativo do gengibre.

Propriedades curativas do gengibre

 

1) Analgésico

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, demonstrou que o extrato de gengibre tem poderoso efeito analgésico e anti-inflamatório, comparado ao de medicamentos como o ibuprofeno. A utilidade de gengibre como um analgésico também foi testada em um estudo indiano para osteoartrite, e comprovada sua eficacia. Leia aqui esse estudo dedicado a osteoartrite.

2) Rico em antioxidantes

O gengibre é uma fonte muito boa de antioxidantes. A investigação científica tem entendido que as propriedades antioxidantes do gengibre derivam do . O gingerol é o responsável pelas propriedades medicinais que se atribuem ao gengibre. Veja aqui um estudo sobre as propriedades de gingerol.

3) Alivio de náuseas e vômitos

Um dos usos mais comuns de gengibre está relacionada com a sua capacidade de
acalmar as náuseas e reduzir os vômitos. Esta revisão de estudos demonstrou sua eficácia em caso de náuseas e vômitos associados a quimioterapia.

4) Relaxante muscular

Um estudo realizado em 2010 comprovou o efeito analgésico e relaxante muscular do extrato de gengibre (2 g ao dia durante 11 dias consecutivos) é útil para reduzir significativamente a dor muscular derivada de exercício físico. Tomar o gengibre pode não ter um efeito imediato mas, o seu uso continuado aumenta progressivamente a analgesia, no caso. Leia também este estudo sobre o potencial analgésico do gengibre nos processos musculares inflamatórios em mulheres atletas.

5) Osteoartrite do joelho

A osteoartrite do joelho tem a ver com a degeneração das articulações, uma condição que causa a dor e sensação de rigidez. Um estudo realizado em 247 pessoas com osteoartrite do joelho comprovou que os pacientes que tomaram o gengibre rotineiramente sentiram menos dor e, portanto, fizeram menor uso da medicação química de analgesia, em comparação com os pacientes que não usaram o gengibre.

6) Diabetes

Um estudo realizado em 2015 mostrou que o gengibre pode ter potentes propriedades anti-diabetes. Os 41 pacientes com diabetes tipo 2 que participaram no estudo foram, claramente, beneficiados da ingestão diária de 2 g de extrato em pó de gengibre com a redução dos níveis de açúcar no sangue.

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7) Digestão

A dispepsia é uma condição ligada à dificuldade de digestão e à ocorrência de incômodo ou dor no estômago. O uso do gengibre auxilia o processo digestivo e assegura que o estômago se esvazie rapidamente. Os pesquisadores testaram a eficácia de 1,2 gramas de gengibre em pó antes das refeições para acelerar o esvaziamento do estômago.

O consumo de gengibre é recomendado tanto como preventivo nos problemas digestivos quanto no tratamento tópico das indigestões. Leia, aqui e aqui dois estudos que tratam do uso do gengibre no processo de digestão. Leia também este outro estudo referente à ação do gengibre em problemas gástricos diversos.

8) Menstruação

Na medicina natural o gengibre é recomendado para alívio das cólicas e dores durante o período menstrual. Este estudo testou em 150 mulheres a ingestão diária de 1 g de extrato de gengibre durante os três primeiros dias de menstruação e comprovou a eficiência do gengibre para a redução dos incômodos, cólicas e dores, equivalente ao uso do ibuprofeno.

9) Colesterol

Os níveis elevados do colesterol LDL (também conhecido como “mau colesterol) estão associados ao maior risco de problemas cardíacos. Segundo esse estudo a ingestão diária de 3 g de pó de gengibre reduz significativamente os níveis de colesterol no sangue equilibrando os índices de LDL e HDL.

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10) Bactericida e preventivo de infecções

O gingerol, óleo essencial de gengibre, é poderoso bactericida e tem atuação específica no combate às bactérias que causam a gengivite e a periodontite. Leia, aqui e aqui,dois estudos a este respeito.

11) Câncer 

O uso do gengibre é importante na prevenção e tratamento de vários tipos de câncer. Alguns estudos citam resulta resultados positivos em casos de câncer de pulmão, estômago, mamas, próstata, dentre outros e comprovam sua eficácia na proteção e ativação dos sistema imunológico, na destruição de células cancerígenas, na alteração positiva de enzimas (inibe as enzima 5-LO, sem as quais o câncer de próstata não sobrevive) que permitem a recuperação das células saudáveis e suas funções.

O gengibre aumenta significativamente o índice de timo, no baço e o percentual de fagocitose, melhorando assim as funções imunológicas relacionados com tumores e, por exemplo, no caso do câncer de pulmão o gengibre mata 76% das células do câncer de pulmão. No câncer de mama, o gingerol inibe a adesão, invasão e mobilidade das células cancerígenas favorecendo sua morte. No câncer de ovários, o gingerol inibe o crescimento de células cancerígenas.

O 6-shogaol (em que se transforma o gingerol sob efeito do calor) induz a morte de células cancerígenas. Para a prevenção do câncer de cólon, por exemplo, encontrei este estudo publicado que é bastante interessante . O gingerol inibe o crescimento de Helicobacter pylori, leia aqui e aqui, bactéria que está associada tanto aos problemas de dispepsia, gastrite e úlceras pépticas quanto ao desenvolvimento de câncer gástrico, de cólon ou de pâncreas. Já se estuda também o efeito positivo de algumas das substâncias ativas do gengibre em casos de leucemia.

Mas, pelo que leio, o gengibre não é recomendado para grávidas (pode atuar como abortivo, dependendo da dose e da condição pessoal da mulher), nem para crianças pequenas.

Você pode consumir o gengibre fresco, em pó (em capsulas) e o extrato seco que é facilmente encontrado em qualquer boa farmácia fitoterápica.

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