©Naja Bertolt Jensen/Unsplash

Plástico descartável do delivery é o que mais polui os oceanos, revela pesquisa

Plástico descartável do delivery é o que mais polui os oceanos, revela pesquisa

Um estudo recente, publicado na revista Nature Sustainability, financiada pela Fundação BBVA e pelo Ministério da Ciência Espanhol trouxe uma informação alarmante, mas que não chega a ser surpresa.

Os oceanos estão lotados de plástico, porém há um dado novo: a maior parte desses itens é constituída de plástico descartável proveniente dos deliveries da vida.

Sacolinhas descartáveis, garrafas, embalagens e papel filme para embalar alimentos, tudo feito de plástico, são os quatro itens mais comuns encontrados entre os objetos que poluem os mares, constituindo quase metade dos dejetos de origem humana, de acordo com a pesquisa.

Os resultados foram feitos com base em uma análise de 12 milhões de pontos de dados de 36 bancos de dados do mundo.

A maior quantidade de lixo foi encontrada no fundo do mar e nas linhas costeiras.

“Não ficamos surpresos com o fato de o plástico representar 80% do lixo, mas a alta proporção de itens para delivery nos surpreendeu”, disse Carmen Morales-Caselles, pesquisadora da Universidade de Cádiz, Espanha, que liderou o estudo.

Lista top 10: os itens que mais poluem mares e oceanos

Fonte gráfico

  1. Sacola plástica
  2. Garrafa plástica
  3. Recipientes para alimentos e talheres
  4. Invólucros
  5. Cordas sintéticas
  6. Equipamentos de pesca (pesca fantasma)
  7. Tampas plásticas
  8. Embalagens
  9. garrafas de vidro
  10. Latas de bebidas

Como resolver o problema

Não adianta a consciência de cada um apenas. Segundo os cientistas, a principal forma de evitar essa intensa poluição e os danos ao meio ambiente é exigir que os governantes adotem medidas mais rígidas.

Proibir alguns itens comuns descartáveis, responsabilizar mais os produtores pela coleta e descarte seguro dos produtos são algumas das ações que podem ajudar, de fato.

Até porque, a poluição por plástico chegou ao ponto do não retorno, é irreversível!

“Medidas de mitigação não podem significar limpar a foz do rio”, disse Daniel González-Fernández, da Universidade de Cádiz. “Você tem que parar o lixo na origem para que o plástico nem entre no ambiente em primeiro lugar.”

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