Lixo recolhido no Carnaval de rua será usado na produção de lixeiras em 5 cidades brasileiras

Ambev, Boomerang e Dream Factory juntas em um projeto para tornar o Carnaval uma festa menos impactante ao meio ambiente. O lixo recolhido nas ruas das cinco principais cidades carnavalescas do país (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador e Recife), após os desfiles e blocos, será transformado em lixeiras.

O projeto de economia circular visa dar uma cara nova ao maior espetáculo da Terra onde, desperdício, crueldade animal e degradação ambiental fazem a festa.

O lado triste do Carnaval que ninguém vê: desperdício, crueldade animal e degradação ambiental

É hora de começar a mudar a visão do Carnaval brasileiro, uma festa de luxo que muitas vezes vira lixo, por causa do dinheiro exorbitante gasto com fantasias e alegorias extremamente caras, que são uma verdadeira afronta à pobreza do país.

Além disso, lixo e crueldade animal também estão muito ligados com o Carnaval, seja pela sujeira deixada nas ruas após as festas, seja nos materiais usados nas fantasias, penas e tecidos sintéticos que demoram séculos para se decomporem. Todo o aparato criado para o Carnaval pode ser resumido em emissão de gases de efeito estufa mas, a gente quer, e deve, se divertir. O Carnaval é uma festa popular e representa nossa cultura mas tudo seria muito melhor se pudéssemos sambar com sustentabilidade ambiental.

“Queremos ter um Carnaval cada vez mais sustentável e também ajudar na conscientização dos foliões. Por isso, decidimos nos unir a parceiros para fazer uma ação inédita de limpeza que vai recolher todo o tipo de material reciclável: vidro, plástico, papelão, latas, mesmo que sejam de marcas concorrentes”, disse ao JB Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da cervejaria.

“A gente sabe que uma única ação não traz todas as soluções de que precisamos. Também temos consciência de que não vamos vencer esse desafio sozinhos; daí a iniciativa de convidar a Ancat, a Map, a Boomerang e outros parceiros para se juntarem conosco nessa tarefa, que é de todos nós – empresas, associações, foliões, sociedade e governo”, acrescenta.

Graças a uma parceria também com a Associação Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis ​​(ANCAT), tudo o que for encontrado abandonado nas ruas após os desfiles será recolhido para ser reciclado.

Pelos cálculos da Ambev (maior produtora de cerveja da América do Sul, e patrocinadora do Carnaval nas 5 cidades citadas), o lixo produzido por cerca de 26 milhões de foliões nestas cidades será usado para produzir mais de 2000 novas lixeiras.

Para atingir seu objetivo, a Ambev instalou tendas para reciclagem em locais centrais, principalmente nas praças onde ocorrem os maiores eventos de carnaval de rua do país. No primeiro final de semana do projeto, 24 toneladas de materiais como alumínio, plástico, papelão e vidro foram recolhidos nos pontos de coleta em São Paulo e Belo Horizonte.

“A ideia não é apenas cumprir as metas e compromissos de sustentabilidade traçadas pela empresa para os próximos anos, mas reverter isso em benefícios para as cidades, para que o compromisso ecológico não fique restrito apenas ao período de carnaval”, disse ao G1 Rodrigo Figueiredo.

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Fonte foto: G1

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