Amazônia será um pesadelo de degradação, sugere novo estudo

Amazônia será um pesadelo de degradação, sugere novo estudo

A Amazônia será transformada em um “pesadelo de degradação”, disse o pesquisador Thomas Lovejoy, presidente do Centro de Biodiversidade da Amazônia.

A rica biodiversidade da Amazônia está perdendo espaço para atividades degradantes como a pecuária, que já desmatou 79,5% das terras para fazer pastagens.

De acordo com Lovejoy, o verdadeiro potencial amazônico vem sendo desperdiçado há muito tempo. Ele e outros cientistas acreditam que a natureza deveria ter um preço e não simplesmente servir de recursos gratuitos como se não fossem findáveis.

A extração de madeira sem rastreabilidade, a mineração, a extração de óleo de palma e a pecuária, citada anteriormente, acontecem livremente na região deixando um prejuízo gigante na natureza.

Para reverter essa situação, Thomas sugere a criação de uma economia verde onde todos os insumos, alimentos, medicamentos, equilíbrio ambiental e climático que a natureza oferece sejam monetizados. Ou seja, a biodiversidade, que contribui substancialmente para o bem-estar humano, não deve mais ser explorada gratuitamente.

Em outras palavras,

“a Amazônia nunca foi vista como uma oportunidade econômica, mas sim como um lugar para extrair recursos”, disse Lovejoy ao site The Guardian.

O cenário da futura Amazônia é desolador, com ciclos hidrológicos escassos, hidrelétricas encalhadas, sem condições para a pesca, economias urbanas marginais e impactos no clima, ressaltou o pesquisador.

A biodiversidade amazônica é composta por diversas substâncias moleculares com funções específicas e ainda desconhecidas. O cientista brasileiro Carlos Nobre citou alguns exemplos como inibidores de enzimas extraídos de víboras, relaxantes musculares utilizados em cirurgias e outras preciosidades desenvolvidas pelos seres vivos devido às condições de adaptações e mudanças.

A perda da biodiversidade está na lista dos cinco maiores riscos da próxima década, segundo o Fórum Econômico Mundial, por isso a conscientização da necessidade de uma regulamentação está cada vez mais próxima.

Dados científicos apontam que 40% da floresta amazônica já está em transição para a condição de savana. Árvores adaptadas a condições úmidas dão lugar para aquelas que se adaptam a condições mais secas.

Contudo, estima-se que temos cinco ou dez anos para reverter o desmatamento. Quem sabe assim, conseguiremos evitar que a Amazônia se transforme no pesadelo da degradação e volte a ser um paraíso como antes.

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