Cobras voadoras: ciência busca entender e copiar a habilidade desses seres

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

A Natureza é surpreendente e tem de tudo! Até cobra voadora existe! Se você nunca viu ou ouviu falar desse ser, conheça essa cobra espetacular!

O mundo das cobras tem seres surpreendentes e já noticiamos isso várias vezes:

Agora nesse conteúdo, vamos mostrar mais uma cobra fascinante!

Que cobra é essa que voa?

Você deve estar se perguntando, afinal que cobra é essa que voa?

Essa cobra pertencente à família Colubridae é conhecida como serpente-das-árvores-do-paraíso, ou cobra-voadora e seu nome científico é Chrysopelea paradisi.

Ela é nativa do sul e sudeste asiático e seu veneno não apresenta toxicidade perigosa para os seres humanos.

Sua principal característica é a de saltar pelas árvores e plainar pelo ar achatando seu corpo. Por isso, ela é conhecida como cobra voadora.

Para voar, essa cobra é dotada de uma eficaz habilidade aerodinâmica,  através da qual ela inclina o corpo entre os 25 e 30 graus em relação ao fluxo de ar, o que permite que esse réptil percorra distâncias de até 24 metros.

Veja como essa cobra voa neste vídeo do canal Manimais:

A Ciência quis entender por que essa cobra voa

Um especialista que estuda essa espécie de cobra há 20 anos, Jake Socha, explica que a habilidade desse animal não é exatamente um voo, mas, sim uma espécie de contorcionismo e acrobacia nas alturas, que culmina com a aterrissagem no sentido vertical.

Sobre isso ele comentou:

“Sabemos que as serpentes ondulam por todos os tipos de razões e em todos os tipos de contextos locomotores.”

A confirmação da tática instintiva que essa espécie de cobra utiliza para voar e saltar de árvore em árvore, se deu através de um modelo 3D utilizado pelo pesquisador Jake Socha e seus colegas de estudo. A finalidade disso foi mostrar as ondulações dela no ar, e como os movimentos realizados por esse réptil são fundamentais para a estabilidade dinâmica dele em voo, para que ele possa deslizar na vertical por mais tempo possível.

Em suma, as acrobacias aéreas dessa cobra permitem que ela permaneça no ar por mais tempo e não se esborrache no chão!

O estudo

Esse estudo teve início em 2015, quando os pesquisadores transformaram o The Cube, em um teatro de caixa preta de quatro andares com 23 câmeras de alta velocidade usadas para capturar os movimentos de cobras voadoras em uma arena para deslize interno.

Através de fitas refletoras infravermelhas nos corpos das cobras (o que para elas deve ter sido incômodo), os pesquisadores capturaram os movimentos delas em vários ângulos.

Nesse contexto, a equipe observou sete cobras voadoras saltando de um galho de carvalho de 8,3 metros de altura (27 pés) para uma árvore artificial abaixo.

O artigo desse estudo foi publicado na Nature Physics.

Este vídeo do canal Nature mostra como se deu essa pesquisa.

A ciência copiando a Natureza

O estudo teve o objetivo de entender esse mecanismo natural da cobra voadora e obter informações que possam ser utilizadas em novas tecnologias, principalmente relacionadas a robótica (fabricação de robôs), ou seja, extrair da Natureza o conhecimento para adaptá-lo aos inventos científicos.

Um questionamento para reflexão

No vídeo da pesquisa as cobras estudadas aparecem com fios contendo”micro-refletores” enrolados ao longo de seus corpos e aí vem a pergunta que não quer calar:

Por que submeter animais ao desconforto e ao estresse? Será que isso é realmente necessário para se aprender com a Natureza e obter conhecimento dela?

Talvez te interesse ler também:

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.
Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Você está no Instagram?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Siga no Instagram
Siga no Facebook