Gente como a gente: indígena é o primeiro colocado em medicina na UnB

Gente como a gente: indígena é o primeiro colocado em medicina na UnB

A Universidade de Brasília (UnB) é uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas do país. E o curso de Medicina de uma universidade pública é o mais concorrido.

Foi um jovem de 17 anos que conquistou o primeiro lugar nesse concorrido curso dessa universidade de excelência. Não bastasse a idade do jovem, outro ponto de destaque do candidato é ele ser um indígena do povo Pankará.

João Emanuel Lopes Pereira Bastos é um estudante cujos pais são as principais lideranças indígenas do Nordeste: o cacique Ary Pankará e a índia Luciete Pankará. O povo Pankará vive na Serra do Arapuá, em Carnaubeira da Penha, no interior pernambucano. O estudante está muito contente com a sua conquista, mas diz que será muito difícil afastar-se da sua família e da sua cultura, como informa o Pragmatismo Político.

Os Pankará são falantes do português, mas seu universo discursivo está permeado de símbolos encontrados em demais povos indígenas do Nordeste.

Em 2003, eles passaram a adotar o etnônimo Pankará da Serra do Arapuá e apareceram no cenário nacional com essa denominação durante o I Encontro Nacional de Povos em Luta pelo Reconhecimento Étnico e Territorial, promovido pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), que ocorreu no mesmo ano, em Olinda, Pernambuco, como informa o Instituto Socioambiental.

Gente como a gente

Será que esta notícia chegou ao presidente Jair Bolsonaro que há pouco tempo declarou que “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”?

Um outro destaque

Não apenas João Emanuel Lopes Pereira Bastos está feliz por ter conseguido uma vaga na universidade pública. A jovem Jakeline Maria de Jesus Santos (25 anos) também foi aprovada em primeiro lugar no curso de Ciências Sociais da Universidade de Brasília. Ela é indígena do povo Pankararu, natural de Aldeia Brejo dos Padres, Tacarutu, também em Pernambuco.

Parabéns a esses dois jovens! Que com seus conhecimentos e visões de mundo eles possam somar para a construção de uma universidade mais plural e democrática.

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