Mais uma nova espécie de mini-sapo é descoberta no Brasil

Depois dos 7 adoráveis sapos em miniatura, mais uma nova espécie de sapo minúsculo foi descoberta na Serra do Quiriri, em Santa Catarina. Com cerca de um centímetro de tamanho, o Brachycephalus quiririensisvive vive somente nessa região montanhosa e necessita de um ambiente frio e úmido.

“Por conta dessas condições a espécie é bastante sensível às mudanças do clima e pode já estar ameaçada de extinção”, explica Márcio Pie, pesquisador associado do Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta.

Anfíbios são animais que não possuem um mecanismo de controle da própria temperatura (pecilotérmicos). Por isso acredita-se que sejam indicadores ecológicos, e um declínio das suas populações ao redor do mundo, vem ocorrendo nas últimas décadas.

Daí a necessidade da criação de unidades de conservação, conforme argumenta Segundo Luiz Fernando Ribeiro, pesquisador associado do Mater Natura e coautor da descoberta, pois poucas espécies do gênero Brachycephalus são protegidas, fazendo-se necessário criar novas áreas de proteção. “Essas espécies têm sofrido muito por conta de perda de habitat causado pelo homem”, ressalta Ribeiro.

Em Santa Catarina, onde o Brachycephalus quiririensis ocorre, a pressão sobre a espécie se dá por conta das plantações de pinus – espécie exótica – e da pecuária. “Apesar de ser uma área de montanha, a criação de gado é forte ameaça a esse anfíbio tão vulnerável”, afirma o coordenador do projeto e professor da UFPR.

Um novo mini-sapo

O que diferencia o Brachycephalus quiririensis das outras espécies do seu gênero, é a sua coloração: o novo mi sapo possui corpo marrom com tonalidade esverdeada e uma faixa grossa na cor laranja.

“Ainda não temos confirmação, mas acreditamos que esse tom forte seja para indicar aos predadores que ela é venenosa e, assim, se proteger”, conclui Pie.

A descoberta foi publicada na revista PeerJ e a pesquisa tem apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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Foto: Luiz Fernando Ribeiro