Polícia Civil indicia funcionários da Samarco

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Após três meses do crime ambiental ocorrido com o rompimento da barragem administrada pela mineradora Samarco, em Bento Rodrigues (MG), ninguém foi, de fato, responsabilizado pelo desastre social, ambiental e pelas 19 pessoas que morreram na tragédia.

A esperança de que a responsabilidade seja atribuída e executada vem à tona em mais um novo capítulo da investigação conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, que pediu a prisão preventiva, na tarde de ontem, terça-feira 23, de sete pessoas envolvidas no rompimento da barragem. Uma delas é o presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi. Os demais são funcionários da empresa e da VogBR, que prestou consultoria para a mineradora e foi a responsável pelo laudo que certificou a estabilidade da barragem.

O indiciamento é por homicídio qualificado, crime que varia de 12 a 30 anos de prisão para cada uma das mortes. Os sete  indiciados responderão, ainda, por mais dois crimes: poluição de água potável, crime que prevê entre 3 e 6 anos de prisão mais multa, e inundação com dolo eventual, ou seja, crime que acontece quando não há intenção, mas se assume o risco, somando uma pena de 2 a 5 anos de prisão.

Segundo a Polícia Civil, mais pessoas podem ser indiciadas. Como o desastre tomou grandes proporções, o caso foi dividido em várias investigações. Há um outro inquérito previsto para ser concluído em março cujo foco são os crimes ambientais provocados pelo rompimento da barragem.

De acordo com as investigações, a causa do crime foi o excesso de água, a saturação dos rejeitos arenosos depositados na barragem e a ineficácia do sistema de drenagem. Além desses problemas técnicos, não houve monitoramento adequado, já que alguns equipamentos estava com defeito.

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