Ativistas do Greenpeace recorrem à Corte de Direitos Humanos

Greenpeace recorrem à Corte de Direitos Humanos

Em setembro de 2013, um grupo com 28 ativistas e 2 jornalistas conhecidos como Os 30 do Ártico, entre eles uma bióloga brasileira, manifestaram-se contra uma plataforma de petróleo no Ártico, pertencente à estatal russa Gazprom. Um navio do Greenpeace se aproximou da plataforma e dois ativistas tentaram escalar a unidade de perfuração.

O Greenpeace afirmou que o protesto ocorreu de forma pacífica, porém o governo russo acusou os 30 ativistas por pirataria. Mesmo que o presidente russo Vladimir Putin tenha reconhecido que os ativistas não eram piratas, o grupo foi privado da liberdade durante dois meses, de setembro à dezembro de 2013, até receberem anistia.

Os advogados que atuaram em defesa do grupo afirmam que as ações da Segurança Armada Russa violaram normas fundamentais da Convenção Europeia dos Direitos Humanos relacionadas aos artigos que garantem liberdade e liberdade de expressão. O grupo abriu queixa ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, pedindo indenização pelos danos que sofreram, pelas despesas associadas à defesa e uma declaração formal de que a apreensão e a detenção do grupo foram ilegais.

A campanha Salve o Ártico nasceu a partir da preocupação com as mudanças climáticas que ameaçavam a sobrevivência dos ursos polares, morsas, narvais e de outras espécies daquele habitat, a campanha também luta contra a exploração de petróleo, minerais preciosos e peixes, e fez tamanho sucesso, cerca de 800.000 pessoas assinaram a petição, que o Parlamento Europeu decidiu aprovar uma resolução para proteger o Ártico.

Sendo assim, ao que parece, o grupo conseguirá justiça pelo erro cometido por parte do governo russo. Estamos na torcida!

Fonte foto: Greenpeace