Como reciclar o lixo plástico dos oceanos?‏

Um grupo de pesquisadores da UCS, integrados ao Projeto The Ocean Cleanup idealizado pelo holandês, Boyan Slat, trabalha no desenvolvimento de tecnologia apropriada à reciclagem do plástico que possa ser recolhido dos oceanos.

Segundo as estimativas, cerca de 269 mil toneladas de plásticos bóiam nos oceanos e, lentamente vão se transformando em partículas tão pequenas que se integram ao fitoplancton e, conseqüentemente, à cadeia alimentar, dos peixes e nossa, também.

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A equipe da UCS, coordenada pela professora Rosmary Nichele Brandalise, do curso de Tecnologia em Polímeros e do curso de Mestrado em Engenharia de Processos e Tecnologia da UCS, desenvolveu um processo que já se mostrou eficaz e simples. No contexto do projeto The Ocean Cleanup a UCS se responsabilizou por fazer as análises qualitativas e quantitativas dos resíduos e a experimentação para definir a tecnologia mais adequada ao tipo de polímeros encontrados, pois os plásticos são de diferentes procedências, origens, composições.

Trata-se de picotar, moer, triturar e lavar os resíduos coletados, que depois são transformados, para já, em saboneteiras e outros objetos de uso cotidiano, assim dando uma utilidade a este “lixo” flutuante que hoje abunda nos oceanos do nosso planeta.

Segundo o coordenador do curso de Tecnologia em Polímeros, professor Diego Piazza, a função do grupo da UCS é avaliar o nível de degradação dos resíduos recolhidos perto do Havaí, no Oceano Pacífico, e propor, através da reciclagem, uma alternativa de utilização destes materiais retirados do ambiente marinho.

A idéia de Boyan e seu custo

O jovem holandês, Boyan, teve a primeira idéia do projeto ao realizar um mergulho, nos mares gregos, e se deparar com mais lixo do que peixes. Basicamente, o projeto de limpeza oceânica prevê a instalação de 100 km de bóias flutuantes para a captação do lixo. E seu custo estimado, 2 milhões de dólares.

A cada ano, a humanidade joga 6,4 milhões de toneladas de lixo no mar – e 80% disso é plástico. Estima-se que haja 18 mil pedaços de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

O estudo de Boyan Slat também mostrou que é possível transformar o plástico em óleo, gerando recursos para a manutenção das bóias, pela sua revenda.

O Japão é um dos países que já está decidido a investir na limpeza dos seus mares, usando a tecnologia de Boyan Slat.

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Fonte foto: freeimages.com