Estudantes criam protetor solar 100% natural à base de óleo de buriti para famílias de baixa renda

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Uma dupla de estudantes do município de Crato, no sul do Ceará, acaba de desenvolver um produto exemplo de sustentabilidade: um protetor solar à base de óleo de buriti.

Os estudantes secundaristas Eron Pinheiro e Fidel Morais empreenderam uma pesquisa que reúne tecnologia e meio ambiente com o componente social para desenvolver um protetor solar que atenda a pessoas de baixa renda, que não têm recursos para comprar o produto.

Sob a orientação dos professores Cícero Teixeira (Química) e Jefferson Feitosa (Geografia), o protetor solar denominado Ultra Buriti está, ainda, em fase de testes. A sua fórmula é um mix de ativos naturais que protegem a pele ao mesmo tempo em que a hidrata.

O professor de Cícero explicou ao site Cariri Revista que:

 “Eles desenvolveram o PH e o Fator de Proteção Solar, FPS. Concluindo essa etapa final estaremos com o filtro protetor solar preparado”.

Embalagem sustentável

A inovação não para por aí. Os pesquisadores estão desenvolvendo uma embalagem sustentável para o produto, que será vendido na região cearense a um preço acessível para as famílias de baixa renda.

O produto desenvolvido por Eron e Fidel é 100% natural, já que o buriti, o principal ativo do protetor solar, tem alta capacidade de absorção dos raios ultravioleta.

A escolha do nome, Ultra Buriti, é uma homenagem aos trabalhadores do Vale do Buriti, em Santana do Cariri (CE), que trabalham na extração de minério durante horas sob o sol escaldante.

Os estudantes revelam, através dessa pesquisa, o seu engajamento social, ao usarem a tecnologia em prol das populações vulneráveis do entorno onde vivem.

Meio ambiente agradece

Além de ajudarem os trabalhadores do Vale do Buriti, a pesquisa dos dois estudantes pode, ainda, contribuir para o meio ambiente. Isso porque os protetores solares convencionais contêm substâncias nocivas ao habitat marinho.

Os protetores solares são feitos à base de elementos químicos nocivos, como a oxybenzona e o octinoxato, responsáveis por protegerem a nossa pele dos raios ultravioletas. Entretanto, quando liberados no mar pelos banhistas, essas substâncias são absorvidas por corais, que podem morrer ou terem seu sistema reprodutor afetado. Muitos animais marinhos dependem dos corais para viver e acabam sendo, também, impactos pelos protetores solares.

Os danos provocados pelo produto são tamanhos que o arquipélago de Palau, no Oceano Pacífico, tornou-se o primeiro país do mundo a vetar os protetores solares, sob a alegação de que eles são altamente prejudiciais aos corais e à vida marinha.

Um protetor solar 100% natural pode ser a alternativa para ampliar a proteção da pele da população, a fim de atender àquela que não pode pagar pelo produto, que ainda é caro, ao mesmo tempo em que não causa qualquer dano ao meio ambiente.

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Fonte foto

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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