Engordar é também uma questão de memória

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E dois estudos científicos são muito interessantes neste sentido. Um porque revela que recordar engorda e outro, aparentemente ao contrário, porque indica que aqueles que praticam atividade física regularmente têm mais memória. Um estudo parece contradizer outro, mas na verdade, se completam.

A atividade física faz bem ao cérebro, à memória, melhora a atenção e promove bom humor. Um corpo magro tem a ver com um cérebro igualmente magro, mas como isso acontece?

Pesquisadores da Macquarie University of Sidney, Austrália, revelam que no final das contas o que faz com que queiramos sempre comer uma coisinha aqui outra ali é propriamente a lembrança prazerosa da comida. A função do hipocampo no nosso cérebro é a de apagar lembranças inúteis, como por exemplo a fome quando nos sentimos satisfeitos, mas se o hipocampo por algum motivo se engana, o cérebro continua pensando na boa sensação que é comer e “diz” para continuarmos comendo. É uma questão de memória mas neste caso, de memória errada, seletiva ou enganosa, se preferirmos.

Como se chegou a esta conclusão?

Em modelo animal já se havia concluído esse lapso de memória com relação à fome, e a culpa seria das comidas industrializadas, ricas em gordura e açúcares e pobres em fibras como são as frutas, as verduras, as leguminosas etc.

Os pesquisadores pediram a dois grupos de voluntários para responderem a testes de memória, medindo, entre outras coisas, também a vontade deles de comerem snacks, merendinhas doces e salgadas, antes e depois de terem se alimentado bem.

Um grupo recebeu uma dieta ocidental, rica em gordura e açúcar e outro uma dieta mais saudável. Os resultados já se podem imaginar: o grupo da dieta “gorda” tinha vontade de comer besteiras mesmo depois de terem se saciado durante uma refeição e tal desejo teve uma relação direta com os outros testes de memória e aprendizagem, onde o grupo da dieta saudável levou sempre maior vantagem.

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Para uma memória vantajosa serve a atividade física

Um outro estudo, publicado na Cell Metabolism, revelou como a atividade física aeróbica melhora a memória. Na verdade já se sabia deste benefício mas ainda não se entendia como, de que forma, a atividade física pode fazer bem ao cérebro.

A pesquisa conduzida pela National Institute of Aging consistiu em expor células musculares cultivadas em laboratório à algumas substâncias que reproduzem as condições da atividade física, notando-se um aumento da proteína catepsina B nesta cultura celular.

O mesmo fenômeno se verificou quando o experimento foi realizado com ratos de laboratório submetidos à semanas de atividades físicas. Ao expor neurônios à proteína catepsina B verificou-se a produção de moléculas ligadas à formação de novas células cerebrais. À este ponto faltava submeter testes de memória e aprendizagem aos ratos para ver se, em prática, a atividade física que produz a proteína que ajuda o cérebro, tinha mesmo algum sentido. E aqui também os resultados podem ser imaginados: os ratinhos “esportistas” levaram vantagem em um teste de memória, comprovando a importância da proteína em questão para a aprendizagem e a memória.

Portanto, engordar é também uma questão de memória. Se a gente tem a memória curta e com frequência se esquece de ter se alimentado bem e de ter se sentido saciado, querendo sempre comer uma coisinha a mais, é hora de partir para a atividade física que além de não enganar nosso hipocampo, ainda vai dar uma força ao nosso cérebro em geral, melhorando também nossa capacidade de aprender e de se concentrar.

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