Prêmio Nobel da Medicina 2021 vai para biólogos que descobriram respostas sensoriais no corpo

Prêmio Nobel da Medicina 2021 vai para biólogos que descobriram respostas sensoriais no corpo

O Prêmio Nobel de Medicina de 2021 foi dado para dois biólogos moleculares, o americano David Julius e o libanês Ardem Pataputian.

Os dois biólogos descobriram que respostas sensoriais na pele ao calor, frio e contato, podem iniciar impulsos nervosos no corpo humano. Estes receptores de estímulos são cruciais para a sobrevivência. O conhecimento está sendo usado para desenvolver tratamentos para uma série de doenças, inclusive dores crônicas.

O americano David Julius usou a pimenta malagueta que contém uma substância ativa chamada capsaicina. A capsaicina, responsável pela ardência e picância na pimenta, tem propriedades benéficas, atuando como princípio ativo, por exemplo, que possui a capacidade de agir contra a dor. Além de agir contra a dor, é possível identificar sensores de nervos que fazem a pele reagir à temperatura ao usar a substância.

O biólogo libanês Ardem Patapoutian, descobriu sensores sensíveis à pressão em células que respondem a estímulos mecânicos na pele e órgãos internos.

No ano de 2020, o Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia foi para três cientistas pela descoberta do vírus da hepatite C.

Ao ser premiado com o Prêmio Nobel, o laureado ganha uma medalha de ouro e 10 milhões de coroas suecas, que equivalem a 1,14 milhões de dólares!

Os dois vencedores também dividiram o prêmio Kavli de Neurociências no ano passado.

O Nobel de Medicina, primeiro a ser entregue este ano, foi anunciado pelo secretário-geral do Comitê, Thomas Perlmann em Estocolmo.

Prêmios como o de Literatura, Química e da Paz serão anunciados durante a semana.

O membro do Comitê do Nobel, Patrik Ernforns, afirma que a descoberta é muito importante para ciência:

“Essas respostas sensoriais são cruciais para a nossa sobrevivência e, portanto, uma descoberta muita importante e profunda.”

A pesquisadora brasileira Marília Zaluar Guimarães da Universidade do Rio de Janeiro foi uma das colaboradoras para a pesquisa do cientista David Julius. Segundo ela:

“Foi revolucionário, porque muita gente não tinha ideia de como estímulos dolorosos eram transformados em linguagem dos neurônios, e ele [Julius] mostrou como é que isso acontecia. Super merecido esse Nobel.”

Confira a programação completa das premiações no site oficial do The Nobel Prize.

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