Cigarro na gravidez: todos os riscos para mamães e bebês

Cigarro na gravidez: todos os riscos para mamães e bebês

Pode parecer natural que uma mulher que fume, ao descobrir estar grávida, pare subitamente de fumar. Mas infelizmente não é assim sempre. Muitas mulheres diminuem mas não param, porque não acreditam que um cigarrinho “apenas” possa fazer “tanto” mal.

Todo mundo sabe que fumar não faz bem à saúde. O tabagismo durante a gravidez, além de trazer uma série de complicações para a gestante, pode comprometer a saúde do bebê.

É verdade que um adulto, mesmo sabendo dos riscos que o cigarro lhe traz, tem o direito de escolher fumar. Mas essa decisão não é possível de ser tomada por um feto.

Todos nós ficamos chocados com a imagem de uma criança fumando. Uma gestante que fuma está, praticamente, oferecendo cigarro para o seu filho.

Por mais difícil que seja para uma fumante largar o vício durante a gravidez, é fundamental para ela e para a vida que está gerando ficarem bem longe do cigarro.

Mas, às vezes, as mães fumantes simplesmente não conseguem abandonar de vez o cigarro e caem na tentação de “um cigarrinho só!”

E quando os médicos “receitam” o cigarro?

Por incrível que pareça, há grávidas que seguem fumando por ordem médica.

Muitas mulheres que têm dificuldade de se livrar do vício, mesmo durante a gestação, acabam por aumentar ainda mais a sua ansiedade. Por causa disso, alguns obstetras recomendam que elas não larguem o vício totalmente.

Ao site português Sábado, Isabel contou que a sua obstetra a recomendou que ela seguisse fumando, porque o nervosismo era pior para o feto do que os sete cigarros que fumava diariamente. Segundo ela:

“Eu já fumava há muitos anos e com o stress da gravidez, que era de risco, era mais complicado para mim psicologicamente”.

Uma outra mulher, Maria, contou que passou a fumar “apenas” cinco cigarros por dia por orientação de seu médico, que lhe explicou que o organismo absorve a nicotina de forma menos tóxica para o bebê, situação preferível à angústia da privação da nicotina.

Em Portugal, um estudo de 2020 feito pela Universidade Portucalense mostra que essas duas mulheres não estão sozinhas: 59,2% das fumantes não abandonam o vício durante a gravidez. Algumas até conseguem reduzir a quantidade de cigarros por dia, mas não abdicam deles, embora todas as investigadas saibam dos malefícios para a gestação.

O diretor clínico do serviço de obstetrícia e ginecologia do Hospital São Francisco Xavier (Lisboa), Fernando Cirurgião, considera aceitável que uma gestante fume até cinco cigarros por dia, visto que há estudos que apontam que essa quantidade não influencia diretamente o percurso da gravidez.

Nenhum cigarro na gravidez

Essa discussão está muito ligada ao cenário europeu, onde o número de tabagistas é bem mais elevado do que no Brasil. Dificilmente um médico brasileiro concordaria com o colega português. De fato, o Brasil tem tido bastante êxito na queda do número de tabagistas desde que a lei antifumo em lugares públicos foi decretada em 2011.

Dados do Instituto Nacional do Câncer mostram que o percentual de adultos fumantes no Brasil vem apresentando expressiva queda nas últimas décadas devido às várias ações desenvolvidas pela Política Nacional de Controle do Tabaco.

Em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante no Brasil. Em 2019, essa taxa caiu para 12,6%. A população brasileira entendeu o que dizem todas as pesquisas: fumar, mesmo que seja um único cigarro, faz mal à saúde.

Mesmo assim, para as poucas brasileiras grávidas que, por um motivo ou por outro, não conseguem parar de fumar, vamos às revelações sobre os riscos do cigarro para mães e filhes.

Todos os riscos para mães e bebês

Uma pesquisa, realizada no Centro Infantil para Pesquisa Integrativa do Cérebro em Seattle (EUA) e publicada pela revista científica Pediatrics, analisou o impacto do tabagismo em mulheres grávidas e constatou que apenas um cigarro por dia coloca em risco a saúde do bebê.

Segundo os especialistas, fumar durante a gravidez aumenta o risco da Síndrome da Morte Súbita no primeiro ano de vida da criança, que pode ser reduzido em 22% se a mulher não fumar durante o período.

A pneumologista Carolina Salim explicou ao A.C. Camargo Câncer Center que os principais efeitos do tabagismo para o bebê durante a gestação se devem ao fato de ele ser exposto às substâncias contidas no cigarro, que podem levar ao nascimento prematuramente, com baixo peso ou até mesmo o risco de morte.

“Trata-se de um momento de menor imunidade do organismo, pois ele precisa abrigar um ‘corpo estranho’ dentro de si. Isso pode facilitar a incidência de hemorragias e doenças, como o câncer”.

O tabaco é composto por uma mistura de elementos químicos cancerígenos para o ser humano. Na gravidez, podem provocar alterações que interferem no desenvolvimento fetal.

A nicotina, por exemplo, é responsável pela redução do fluxo sanguíneo para a placenta e o monóxido de carbono aumenta o risco de hipóxia, redução das taxas de oxigênio no organismo.

As consequências mais comuns resultantes do tabagismo durante a gravidez podem ser:

  1. Fumar pode causar danos aos tecidos do feto, particularmente no pulmão e no cérebro.
  2. Alguns estudos sugerem uma ligação entre tabagismo materno e lábio leporino
  3. Aborto espontâneo
  4. Problemas genéticos
  5. Nascimento prematuro ou com baixo peso
  6. Risco da Síndrome da Morte Súbita no primeiro ano de vida da criança
  7. Alergias e infecções respiratórias
  8. Deslocamento da placenta
  9. Complicações na gravidez como a trombose, que já é prevalente entre as grávidas
  10. Menos leite para amamentar o bebê, visto que o tabaco reduz a prolactina, hormônio necessário para a produção do leite
  11. Substâncias tóxicas e cancerígenas no leite, podendo interferir na saúde do bebê

Oportunidade de vida

A gravidez pode ser a oportunidade para a mulher parar de vez de fumar.

Algumas atitudes podem ajudar nessa caminhada, que é, sim, muito difícil. Parar de fumar deve vir acompanhado de outras mudanças de hábito, como:

  • prática de exercícios físicos leves (caminhada, hidroginástica, pilates, yoga);
  • alimentação saudável;
  • terapia.

Enfim, é preciso usar todos os recursos à disposição para largar o vício e ter uma gravidez e uma vida saudáveis, para o bem-estar da mulher e do seu bebê.

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