Rio pode tornar-se a nova Manaus com aglomerações de Carnaval

Rio pode tornar-se a nova Manaus com aglomerações de Carnaval

O Rio de Janeiro parece ter trocado a letra “não deixe o samba morrer” por “deixe as pessoas morrerem”. Em plena pandemia de Covid-19, que já provocou cerca de 240 mil mortes no país, festas e aglomerações foram flagradas nestes dias de Carnaval.

Da zona sul à zona norte, festas clandestinas e aglomerações de pessoas sem máscaras foram divulgadas pelo G1, ainda que a prefeitura da capital fluminense tenha realizado fiscalizações durante o carnaval.

No Morro do Vidigal, às 6h30, a festa ainda rolava animada em um restaurante-boate onde centenas de pessoas se divertiam em pistas de dança. Segundo imagens do Globocop, as pessoas lotaram os três andares da boate, que não tinha nenhum espaço livre.

Bares na Barra da Tijuca e no Leblon também receberam centenas de pessoas que tomaram as ruas para beber.

Segundo a secretaria de Ordem Pública (Seop), o Leblon, na zona sul, é um dos bairros que mais teve autuações por aglomeração nesse último fim de semana.

Em Búzios, na Região dos Lagos, a situação também não foi diferente. Na pequena cidade litorânea, a prefeitura paralisou mais de 20 festas. A Defensoria Pública de Saúde do município estima que, em alguns dias, haverá uma explosão de números de infectados por Covid-19, informa O Globo.

Com tantas festas clandestinas e aglomerações irregulares, a estimativa da Defensoria Pública tende a tornar-se realidade, deixando a situação atual dos cuidados hospitalares de pacientes ainda mais delicada.

É preciso considerar que o Brasil está longe de vacinar de forma ampla a sua população. De acordo com o G1, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou ontem que a vacinação será interrompida na capital porque já não há mais doses disponíveis:

“Recebi a notícia de que não chegaram novas doses. Teremos que interromper amanhã a nossa campanha. Hoje vacinamos pessoas de 84 anos e amanhã de 83. Estamos prontos e já vacinamos 244.852. Só precisamos que a vacina chegue. Nova leva deve chegar do Butantan na próxima semana”.

Ainda que a vacinação estivesse a pleno vapor, os cuidados para evitar infecção por Covid-19 precisariam ser seguidos.

É muito provável que, em poucos dias, tenhamos um pico de infecção em todo o estado fluminense que vai sobrecarregar os leitos hospitalares.

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