Câncer de ovário: novo estudo descobre o caminho para impedir recorrências

Câncer de ovário: novo estudo descobre o caminho para impedir recorrências

Um método para bloquear recidivas de tumores epiteliais de ovário, resistentes à quimioterapia pós-intervenção, acaba de ser descoberto. Cientistas italianos identificaram o gene que torna as células desse tipo de tumor resistentes, bem como uma molécula capaz de inibi-lo.

Eles são pesquisadores do Laboratório de Oncologia Molecular de Cro di Aviano, província de Pordenone, que em uma nova pesquisa identificaram precisamente os mecanismos moleculares que permitem que as células cancerosas sobrevivam ao tratamento quimioterápico.

Os tumores epiteliais de ovário estão entre as doenças que ainda são particularmente difíceis de combater com as terapias atuais. Na Itália existem cerca de 5 mil novos casos a cada ano e, até o momento, a sobrevida em 5 anos dos pacientes com esse tipo de câncer é de cerca de 40% em estágios avançados, ainda muito baixa em comparação a outros tipos de tumores.

E não só isso, o câncer de ovário não apresenta sintomas precoces, por isso é frequentemente diagnosticado com atraso, tem tendência a se disseminar no abdome, dificultando sua erradicação cirúrgica e, além disso, tem a ocorrência frequente de recidivas resistentes à terapia. Estes, com relação aos atualmente em uso, consistem em cirurgia radical e quimioterapia baseada em medicamentos contendo platina.

Uma pequena proporção de pacientes é imediatamente refratária à terapia, enquanto outros são chamados de “sensíveis à platina” e se tornam “resistentes à platina”.

O estudo

Os pesquisadores analisaram aproximadamente 800 genes em um nível funcional e identificaram o gene USP1 como indispensável para a sobrevivência de células de câncer de ovário tratadas com carboplatina.

De acordo com o estudo, após o tratamento com quimioterapia, as células tumorais resistentes ativam a proteína USP1 e promovem sua interação com o gene Snail, induzindo alterações celulares que permitem que as células sobrevivam ao tratamento com platina. Essa interação entre a USP1 e o Snail não apenas permite que as células sobrevivam à quimioterapia com platina, mas também as torna capazes de formar metástases no abdômen.

“Nós também identificamos uma pequena molécula, uma droga capaz de efetivamente inibir a USP1 e capaz de matar células cancerosas e prevenir sua capacidade de formar metástases, sem induzir toxicidade adicional”, explica Gustavo Baldassarre, diretor do Laboratório onde a pesquisa foi desenvolvida.

Em suma, abre-se um novo caminho para um melhor prognóstico para os pacientes, o que torna o caminho de recuperação após uma operação menos cansativa e segura.

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