Sedentarismo é uma doença? As consequências especialmente em crianças

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Sedentarismo

Sedentarismo é uma palavra que frequentemente ouvimos quando a questão é saúde, mas nem sempre nos atentamos ao seu verdadeiro significado e suas consequências. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério do Esporte este ano no Brasil, ao menos 46% da população brasileira é sedentária. Mas, sedentarismo é uma doença? Entenda as suas consequências, especialmente em crianças.

O que é sedentarismo

O sedentarismo em si não é uma doença, mas é um hábito que resulta em diversas doenças. Em termos gerais, ser sedentário(a) é não praticar atividades físicas ou qualquer tipo de esporte. Quando as atividades comuns de movimentação (caminhadas, bicicleta e etc.) vão sendo substituídas por outras atividades, como assistir televisão, usar o carro pra tudo, até para fazer pequenos percursos, também temos o quadro de sedentarismo.

As consequências do sedentarismo

Apenas como exemplo inicial, um estudo australiano publicado no Journal of the American Heart Association mostra que o hábito de assistir ao menos uma hora de televisão por dia pode aumentar em até 18% as chances de um ataque cardíaco. O motivo? Assistimos televisão sentados ou deitados, praticamente sem nenhum movimento do corpo.

A situação é ainda mais grave quando se trata de crianças. Segundo uma publicação britânica chamada “How healthy behaviour supports children's wellbeing” (ou “como hábitos saudáveis ajudam no bem-estar das crianças), o sedentarismo infantil é responsável por aumentar o nível de ansiedade, além de diminuir a autoestima e sensação de felicidade das crianças.

A situação é agravada, especialmente atualmente, com a advento de aparelhos eletrônicos que apresentam, em sua maioria, o mesmo fim que as antigas televisões. Crianças passam horas, dias e semanas jogando em seus videogames, tablets ou celulares sem a realização de nenhuma atividade física.

Além disso, o relatório britânico relaciona o elevado tempo em frente à televisão (ou em algum outro hábito sedentário) ao aumento de distração e sintomas de depressão. Ou seja, doenças que surgem como resultado do sedentarismo infantil, aliado aos irreais conceitos apresentados pela mídia, bombardeando as crianças a cada segundo com falsos padrões comportamentais e de beleza.

“Há muitos fatores complexos que podem afetar o bem-estar de uma criança, como o ambiente que vivem e os aspectos financeiros e sociais de suas famílias. Mas, há também algumas coisas simples que podemos fazer diariamente com nossas crianças para melhorar sua saúde e bem-estar”, diz o pesquisador Kevin Fenton, diretor da Health and Wellbeing do Reino Unido que divulgou as informações sobre sedentarismo infantil.

Dentre as medidas propostas para reverter os catastróficos casos de sedentarismo estão:

 

Movimentar as pernas

Incentivar que trajetos simples (como o caminho até a escola) sejam feitos a pé ou de bicicleta, substituindo os danosos automóveis.

10 minutos de movimentos

Incentivar atividades físicas de 10 minutos no cotidiano (arrumar o quarto, limpar a própria louça e etc.) para se alcançar o objetivo de 60 minutos de movimentação diariamente.

Tempo de televisão ou jogos

Reduzir ou estabelecer limites permitidos na frente da televisão ou utilizando tablet, celular ou qualquer outro eletrônico com tela. Recomenda-se que a televisão e os jogos sejam substituídos por atividades saudáveis com os (as) coleguinhas.

Tratamentos saudáveis

Evitar tratamentos ou alimentos industrializados, preferindo tratamentos naturais saudáveis. Claro, não antes de consultar um médico.

Superlanches saudáveis

Incentivar um “superlanche” saudável diariamente na escola para que haja substituição dos prejudiciais produtos industrializados.

Via de regra, saúde e doença são consequências dos hábitos. Se vivemos doentes, precisamos rever nosso comportamento diante do mundo (alimentação, exercícios, passatempos e etc.). O mesmo vale para as crianças. Enquanto permitirmos que a indústria dite o comportamento das crianças, o resultado não será outro: a doença.

Enquanto formos mães, pais e cuidadores, nossa obrigação é a de ensinar e oferecer hábitos saudáveis. Mas, vale a ressalva: ensinamos com exemplos e não somente com a fala. A criança repetirá e terá como verdade tudo o que o adulto fizer. Assim, de nada adianta dizer para a criança comer uma maçã e na frente dela comer uma coxinha.

Finalmente, a saúde bem cuidada durante a infância é fundamental para que haja pleno desenvolvimento do organismo da criança. Assim serão evitadas as mais variadas mazelas enquanto adultas.

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