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Nova constituição chilena será escrita com igualdade de gênero

O dia 25 de outubro tornou-se histórico não apenas para o Chile como para todos aqueles que acreditam nos valores da democracia.

Após os chilenos conseguirem com muita luta virar a página de uma história manchada de sangue, com o enterro da constituição ditatorial do general Augusto Pinochet, eles irão escrever uma nova carta magna com paridade de gênero.

Isso significa a garantia de que haverá 50% de participação feminina na convenção popular que será eleita de forma direta para escrever uma nova história para o país.

A eleição para a convenção constitucional, que ocorrerá em abril de 2021, contará com metade de seus membros homens e mulheres, inaugurando pela primeira vez na história a igualdade de gênero na escrita de um texto constitucional.

Essa conquista inédita deve-se ao Movimento Feminista Chileno, que pressionou o Congresso para aprovar, em março, uma lei que garantisse essa condição ao ser realizado o plebiscito para a convenção constitucional. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, fez um pronunciamento sobre essa vitória:

“Hoje, homens e mulheres chilenos expressaram livremente sua vontade por meio das urnas, escolhendo a opção de uma convenção constituinte, pela primeira vez em plena igualdade entre homens e mulheres, para chegar a uma nova Constituição para o Chile”.

De acordo com o Open Democracy, nunca houve antes no mundo um processo constitucional que garantisse um número igual de mulheres e homens. Entre 1990 e 2015, 75 países fizeram reformas constitucionais, segundo um estudo da Inclusive Security, mas apenas 20% dos participantes desses processos eram mulheres.

Ainda que a participação feminina na política tenha aumentado desde então, o Chile faz história, também, com a igualdade de gênero na construção da sua democracia. Nada mais democrático!

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Sobre Gisella Meneguelli

Gisella Meneguelli
É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.

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