Acordo financiado pelo Banco Mundial vai gerar 100 mil empregos a refugiados

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Tendo em vista que os refugiados são pessoas que se encontram obrigadas a saírem de seus países, seja pela guerra, seja pela pobreza, seja pela perseguição, o melhor modo de enfrentar o problema seria melhorando as condições de vida em seus países de origem, visto que grande parte dos conflitos é gerada pelos próprios países que os abrigam.

Mas uma iniciativa, anunciada pela União Europeia e Grã-Bretanha, com o apoio do Banco Mundial, em uma reunião da ONU para refugiados realizada em Nova York, está em vistas de colocar em prática uma ação que, esperamos, seja replicada: um plano de criação de 100 mil empregos na Etiópia, sendo que um terço desse total será destinado para os refugiados da Eritreia.

Esse projeto-piloto, segundo a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, será avaliado para que possa ser aplicado em outros países pobres cuja população de migrantes é, também, de países em situação de vulnerabilidade, conforme noticia a BBC. A Etiópia, que é o país mais visado do continente africano, já recebeu mais de 700 mil refugiados oriundos de outros países da África, como Somália e Sudão do Sul. 

O financiamento para o projeto será feito pelo Banco Europeu de Investimento e por fundos do Reino Unido e do Banco Mundial para a construção de parques industriais, estimados no valor de US$ 500 milhões.

Há toda uma questão legal a ser considerada na geração desses empregos. Um ponto a ser destacado é a concessão, pelo governo da Etiópia, de documentos aos refugiados, já que muitos deles não os têm. Parte dos empregos será destinada a jovens etíopes desempregados atualmente.

Para o presidente do Banco Europeu de Investimento, Werner Hoyer: "Iniciativas e projetos como esse dão às pessoas uma opção de ficaram mais perto de casa e a também oportunidade para que haja crescimento econômico".

Várias ONGs têm apoiado os refugiados através de manifestações e petições, como a Estamos solidários #ComOsRefugiados, que foi entregue no dia 19 de setembro na sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Lideranças religiosas, como o Papa Francisco, também vêm pedindo às populações de países europeus que recebam os refugiados com mais compaixão e tolerância.

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