Organização Internacional do Trabalho lança campanha contra a escravidão moderna

Este é um tema polêmico e muito similar ao das mudanças climáticas. Todos sabem que acontece, que está em curso neste exato momento, mas muitos negam a sua existência, principalmente os empresários que desfrutam da situação. “Escravidão é coisa do passado, se recebe, é trabalho, não é escravidão”, justificam. O jornalista Leonardo Sakamato, uma das vozes contra a escravidão moderna, sempre aborda em seus textos o ceticismo e a indiferença de algumas pessoas sobre este tema. Agora, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), lançou a campanha global contra as formas modernas de escravidão, a 50 for Freedom.

O projeto foi lançado na última terça-feira, dia 20, e visa mobilizar ao menos 50 países para ratificarem o protocolo da OIT sobre a escravidão moderna. O objetivo é atingir o número de 50 países até 2018.

O protocolo foi adotado pelos países-membros da agência da ONU em 2014 e inclui medidas para a prevenção, proteção e compensação das vítimas, com o principal objetivo de eliminar a escravidão moderna.

Wagner Moura, o embaixador da causa

O outro objetivo do protocolo é proteger cerca de 21 milhões de vítimas no mundo todo e, para se juntar a Sakamoto na luta contra a escravidão moderna, o ator brasileiro Wagner Moura é o embaixador da causa. Nomeado em agosto de 2014 pela OIT, Moura esteve em Londres para participar do lançamento oficial da campanha. Sakamoto também esteve no evento. O jornalista é conselheiro do Fundo Voluntário da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão.

Além do ator e do jornalista, especialistas no tema estiveram presentes para discutir soluções na luta contra o trabalho escravo, padrões internacionais, políticas inovadoras para libertação das vítimas e a importância da coleta de dados para descobrir os locais em que a escravidão moderna é praticada.

O serviço de inteligência, como a Polícia Federal, principalmente em seu trabalho em São Paulo e até mesmo onde vivo, no Centro, conseguiu resgatar dezenas de pessoas sob regime de escravidão. Muitos deles estrangeiros Bolívia, Perú, Haiti e outros países.

Obrigação dos países

A OIT afirma que, todos os países participantes do protocolo, serão obrigados a garantir os direitos aos trabalhadores, independentemente da profissão exercida. Além das inspeções nos locais de trabalho que precisarão de reforço para garantir o cumprimento das leis trabalhistas.

O protocolo exige também a garantia de liberdade, recuperação e reabilitação das vítimas da escravidão moderna. O protocolo pede informar a todos os cidadãos dos países sobre crimes ligados ao tráfico humano.

É horrível haver a necessidade de os países terem que aderir a um protocolo internacional, para garantirem os direitos básicos às pessoas.

Clique aqui para participar da campanha e fazer a sua parte contra essa triste realidade.

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