Refugiados: muitas pessoas se solidarizam de verdade

Ao lado da indignação e do compartilhamento contínuo de notícias e imagens nas redes sociais que escancaram a tragédia das famílias refugiadas, outras pessoas buscam ajudar de uma forma mais prática e talvez mais eficaz do que difundir o horror. Sim, porque a super exposição de imagens tristes acabam fazendo com nos acostumemos a elas e acabemos por banalizar a situação trágica.

Tem gente que pensa “por que os refugiados devem estar em acampamentos para refugiados? Eles não poderiam estar onde quisessem, visto que os governos dos países que lhes dão asilo, lhes pagam uma ajuda de custo? Pensando nisso, uma espécie de “airbnb para refugiados” nasceu com a iniciativa Refugees Welcome.

Em vários países a iniciativa tem dado resultados e especialmente na Alemanha, o povo vem ajudando refugiados do Afeganistão, Burkina Faso, Mali, Nigéria, Paquistão, Somália e Síria.

Até o momento, o site atua em mais de 20 países com Alemanha e Áustria encabeçando a iniciativa. Mais de 780 alemães já se inscreveram no site do Refugees Welcome e várias pessoas já foram colocadas em casas particulares. Dois dos fundadores do site, Jonas Kakoschke, 31, e Mareike Geiling, 28, vivem com Bakari, um jovem de 39 anos, refugiado do Mali a quem eles estão ajudando com aulas de alemão, enquanto ele espera por uma autorização de trabalho.

Um porta-voz do site disse ao The Guardian que o sucesso crescente do projeto já levou a ofertas de ajuda para configurar esquemas semelhantes em outros países da UE, incluindo a Grécia, Portugal e Reino Unido, com um projeto comparável na Áustria já instalado e funcionando desde janeiro. "Estamos impressionados com a prontidão das pessoas em ajudar", disse.

Milhares de islandeses também se ofereceram para acomodar refugiados sírios em suas próprias casas, em uma carta aberta ao governo sobre a crise migratória.

Acomodar um refugiado não significa perder dinheiro deixando de alugar sua casa ou seu quarto a um turista. O site explica que em um terço dos casos, os custos são cobertos pelos centros de emprego ou prestações sociais, e um quarto dos aluguéis são pagos via micro-doações para o site.

Se por um lado pensamos "é o fim do mundo" pensemos por outro lado que o mundo também mostra sua face de solidariedade, ajuda e compreensão da tragédia humana. Que tal seguir e divulgar os exemplos do bem?

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Fonte foto: theguardian